Academia da Berlinda (2016 – Nada sem ela)

CAPATerceiro disco da banda olindense Academia da Berlinda.

Do Alto da Sé aos Quatro Cantos de história, do Carmo à Ribeira de poesias, do Amparo ao Bom Sucesso de ritmos, o Bonfim é a raiz de toda vertente cultural e “pernambucanidade” latina da Academia da Berlinda. Tudo começou em 2004 quando sete amigos de infância, criados nos quintais da Cidade Alta, decidiram mandar para berlinda suas experiências musicais. A ideia era descontrair festas de amigos, mas o primeiro show reuniu mais de 250 pessoas no casario de Olinda, localizado na Rua do Bonfim. O estilo marcante da banda é conhecido pela originalidade compilada nos discos “Academia da Berlinda” (2007) e “Olindance” (2011). O terceiro disco “Nada sem ela” está em fase de finalização com previsão de lançamento ainda para julho de 2016 e conta com participações especiais de Otto, Lia de Itamaracá, Fábio Trummer, Lula Lira e Rapha B.

São 12 anos de trajetória dançante, insólita e autoral. Inspirados em Olinda, no cotidiano, no amor e na boêmia, a Academia da Berlinda canta o inconsciente popular de forma íntima e ao mesmo tempo sutil. Com influência pernambucana e afrocaribenha, a versatilidade musical da banda é composta de ritmo, som e emoção. O repertório remete os antigos clubes de danças das décadas de 1960 e 1970. O show da banda é um convite para dançar agarradinho no salão descortinado de alegrias. As letras compõem uma academia de referências musicais, como o frevo, coco, maracatu, cavalo marinho, ciranda, forró, cumbia, afrobeat e carimbó.

Formada por Alexandre Urêa (voz e timbales), Tiné (voz, pandeiro e maraca), Yuri Rabid (baixo e voz), Gabriel Melo (guitarra), Hugo Gila (teclados), Irandê Naguê (bateria e percussão) e Tom rocha (percussão e bateria), a banda é composta por músicos que tocam em outras bandas como Mundo Livre S/A, Eddie, Orquestra Contemporânea, Nação Zumbi e Quarteto Olinda. Eles já estamparam jornais das principais capitais brasileiras e foram matérias na Rolling Stone e no New York Times. O segundo disco “Olindance” foi lançado virtualmente e na primeira semana chegou a mais de 10 mil downloads. Na prateleira guardam algumas condecorações como o prêmio Uirapuru de Música Brasileira e Troféu Sonar.

Nas telinhas, a Academia da Berlinda já foi trilha sonora de alguns filmes como O Palhaço, de Selton Mello; Deserto Feliz, de Paulo Caldas e Baixio das Bestas, de Cláudio Assis. A versatilidade musical do grupo também se estende para outros trabalhos como a coletânea “Brasil Muito Além” e a Coletânea “Hasta La Cumbia Siempre!”, lançada na Argentina. Entre os principais shows da banda pelo Brasil, deixaram sua marca em São Paulo (SP) na Temporada Semanal do StudioSP, SESCS Pompéia , Vila Mariana, Campinas, Belenzinho, Casa São Jorge Campinas e Centro Cultural Consolação de São Paulo. Também se apresentaram no Circo Voador – Rio de Janeiro (RJ), Festa Criolina – Brasília (DF), Granfinos – Belo Horizonte (BH), Carnaval de Ouro Preto – Minas Gerais (MG), Feira da Música- Fortaleza (CE), Festival Derrame- João Pessoa(PB), Festival da Nova Consciência – Campina Grande(PB), Sala da Justiça – Recife (PE), Conexão Cuba-Recife (PE), Clube das Pás – Recife (PE) e Clube Bela Vista- Recife (PE).

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Alex Sant’Anna (2015 – Enquanto Espera)

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A demora acabou. Gravado em apenas dois meses, ‘Enquanto espera’ (2015), o segundo disco do cantor e compositor Alex Sant’Anna, põe fim à expectativa cultivada ao longo da última década e apresenta um punhado de canções inéditas. Letras inspiradas mais um groove de primeira. Um momento feliz, inspirado na dor dos outros. Segundo o próprio Alex, a poesia é o seu principal gatilho como compositor. E, neste particular, o tom menor faz toda diferença do mundo. “Gosto do cotidiano, gosto da angústia, temas mais tristes sempre me chamam a atenção”. O batismo do disco faz alusão óbvia ao longo intervalo entre os dois registros oficiais que carregam a sua assinatura – ‘Aplausos mudos, vaias amplificadas’, debut do artista, foi lançado ainda em 2004. O tempo é, no entanto, um tema recorrente e muito evidente. Assim como a pretensão assumida de uma sonoridade coesa e direta. “Busquei um som diferente do primeiro disco, que tem muitas guitarras com delay, loops e violões. No lugar disso, corremos atrás de um som mais cru, sem muitos efeitos, sem violões, o que também diferencia este disco dos dois EPs”. Destaque para os singles já divulgados ‘Enquanto espera’ e ‘O que eu te peço’. Além das regravações, com arranjos inéditos, de ‘Tralha’, uma parceria com Marco Vilane, e ‘Cansado’, composta em colaboração com o amigo Márcio de Dona Litinha. ‘Enquanto espera’ foi gravado no Ori Estúdio, entre julho e agosto de 2015, por Dudu Prudente, Leo Airplane e Luiz Oliva, com direção musical de Leo Airplane e produção executiva de Nah Donato.

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Fukai – Abaeté (2015)

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Abaeté é para quem gosta de praia, pra quem quer ver a vida passar calmamente sentindo a brisa do fim da tarde ou tomando uma cerveja com os amigos ouvindo um som tranquilo. Poucas vezes se fez um disco tão praiano no RN e a gente já estava merecendo algo assim.

O Fukai também mostra técnica e inspiração nas composições. As longas músicas, muitas como solos extensos e vocalizações harmoniosas dão o tom do disco inteiro que tem faixas cantas em português, inglês e espanhol. Então é isso, já temos mais uma trilha para embalar o fim de tarde e ficar “de boa”. Sorte a nossa e sorte da música potiguar! Abaeté!

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[Repost] DJ 440 indica: 110 discos grandes discos da música brasileira

O DJ 440 desenterra nada mais que 110 grandes discos da música popular brasileira. De Novos Baianos a Cartola, de Titãs a Sepultura, de Moacir Santos a Black Rio. Essa seleção de discos é um verdadeiro manual prático de um pouco do melhor que foi produzido no pais entre as décadas de 60 e 90.

Dáumload (Torrent Magnet)

PS. Após baixar todo o conteúdo, não apague o torrent ou mude as músicas de lugar, semeie para outras pessoas por no mínimo 5 dias. O DNA Agradece!

Ava Rocha (2015 – Ava Patrya Yndia Yracema)

AVA-capa“Iniciante” é uma palavra que não se aplica ao trabalho de Ava Rocha. Filha do cineasta Glauber Rocha (1939 – 1981), a artista que já se relacionou com diferentes campos da artes, como o teatro, cinema e, em 2011, apresentou o primeiro álbum com a banda Ava, Diurno, encontra no primeiro trabalho em carreira solo um espaço em branco, entregue ao experimento e criação. Uma obra tecida com simplicidade e referências talvez óbvias – como Gal Costa e Cássia Eller -, entretanto, lentamente joga com a interpretação do ouvinte, provocado pelos momentos de caos e acolhido nos instantes de explícita melancolia.

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Céu (2016 – tropix)

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Precedido por uma das mais inspiradas composições de Céu, Perfume do invisível, o quarto ótimo álbum de estúdio da moderna cantora e compositora paulistana – Tropix, disponível para audição na plataforma Spotify a partir da próxima sexta-feira, 18 de março de 2016 – flagra a artista em contínuo movimento. Produzido pelo baterista Pupillo com o tecladista francês Hervé Salters, Tropix exala o cheiro de Perfume do invisível, single de sonoridades fragmentadas que cai na pista com ecos de disco music. Tropix é disco de clima noturno, mas sem as densas nuvens de dub que cobriram Vagarosa (Six Degrees Records, 2009), sucessor do seminal Céu (Urban Jungle, 2005). Contudo, a claridade pop que conduziu o itinerante e diurno álbum anterior Caravana sereia bloom (Urban Jungle / Universal Music, 2012) também se dissipa nos beats eletrônicos que pautam Tropix. Álbum fincado no tripé bateria (de Pupillo, músico da Nação Zumbi), baixo (de Lucas Martins) e teclados (os de Hervé Salters, do grupo francês de rock-funk eletrônico General Elektriks), Tropix é disco de luzes difusas que se banha em águas afro-brasileiras em Arrastar-te-ei (Céu), lança olhar antropofágico sobre a tropicália latino-americana na levada caribenha de Varanda suspensa (Céu e Hervé Salters) – composição inspirada pelas lembranças dos encontros da artista com o avô no litoral nortista de São Paulo – e derrama romantismo explícito em Amor pixelado (Céu), bela balada entrecortada e aditivada por fragmentos eletrônicos. O medley que junta Etílica (Céu) com Interlúdio (Céu e Hervé Salters) – faixa na qual se ouve os vocais de Tulipa Ruiz – injeta dose de psicodelia na mistura sem pesar a mão. Música composta por Céu com inspiração na filha, Rosa Morena, A menina e o monstro tem barulhinhos bons que remetem ao universo infantil, mas o acalanto é progressivamente encorpado com sons de gente bem grande. A textura eletrônica de Tropix encobre a batida nordestina de Minhas bics, faixa cuja assinatura é mais universal do que brasileira. Como todo o disco, aliás. O que justifica e avaliza o surpreendente revival lo-fi de música em inglês do obscuro grupo paulistano Fellini, Chico Buarque song, (Ricardo Salvagni, Carlos Adão Volpato, Jair Marcos Vieira e Thomas Kurt Georg Pappon, 1990), extraída do quarto álbum de estúdio da banda, Amor louco (Wop Bop, 1990). Menos indie e mais melódico, o neobolero Sangria – parceria de Céu com o cantor e compositor pernambucano José Paes Lira, o Lirinha – devolve a Tropix a atmosfera de encantamento que inebriara em Perfume do invisível e em Amor pixelado. Parceria de Céu com Fernando Almeida, adornada com cordas, Camadas é música em si menos sedutora, mas em fina sintonia com a ambiência sintética de Tropix. Os beats eletrônicos dos teclados de Hervé Salters rejeitam o bate-estaca atual das pistas e apresentam visão contemporânea dos embalos de noites de tempos idos. Única música inédita de Tropix não composta por Céu, A nave vai tem cordas, a assinatura de Jorge Du Peixe – colega de Pupillo na Nação Zumbi – e um groove funkeado que captura o ouvinte mais do que a música em si. Encerrado com Rapsódia brasilis (Céu), faixa também envolta por cordas de orquestração inusual, Tropix se situa no mesmo alto nível de Caravana sereia bloom. Inclusive por reiterar a habilidade de Céu de mudar o disco a cada álbum lançado em discografia iniciada há 11 anos. Ao longo de quatro álbuns de estúdio e de um registro ao vivo de caráter revisionista, Céu jamais se repetiu, arriscando modificações estruturais a cada disco gravado em estúdio. O mundo musical da artista sai do lugar a cada passo dado por Céu. Em Tropix, cuja edição em CD sai em abril pelo selo Slap, a caravana da sereia se ambienta no universo artificial da noite sem perda da naturalidade de Céu.

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O Brasil que o Brasil não conhece!