1/2 dúzia de 3 ou 4 (2014 – Tem muito disso que cê tá falando)

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“Tem Muito Disso Que Cê Tá Falando” foi produzido por 1/2 Dúzia de 3 ou 4, Edu Diux e Ivan Gomes. Gravado, mixado e masterizado por Edu Diux no estúdio ST Áudio e Vídeo (Cotia – SP). Gravações adicionais realizadas por Ivan Gomes no Estúdio Lebuá (São Paulo – SP).

http://www.meiaduziade3ou4.com/

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Afroelectro (2014 – Mocambo EP)

Capa_MocamboMOCAMBO EP é o mais novo trabalho do Afroelectro que traz 5 músicas inéditas gravadas ao vivo no estúdio Traquitana. Esse EP é um registro do processo entre o primeiro e o segundo disco que contará com essas 5 músicas em outras versões além das faixas que estão em processo de composição. Por isso o carinho especial com esse EP que mostra as músicas na sua versão mais pura e orgânica.

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Superlage (2014)

SUPERLAGE-CAPA-WEB-1024x1024O Suuuuuuuuperlage vai te fazer dançar. Quer apostar?

Quando a cumbia sobe a ladeira da Sé, em Olinda, dá nisso mesmo. Coisa boa. O Superlage é um grupo safado. No mais delicioso e convidativo sentido da palavra, a dupla Raimundo Alfaia e DJ Incidental entra de cabeça num universo eletrônico cheio de programações sem-vergonhas, samples libertinos, synths malandros, teclados vulgares e muita, mas muita dose de sacanagem. É música pra dançar, pra pegar na cintura da moça e levar pelo salão a noite toda. Acredite, é pra gastar a sandália o verão todinho. Faça uma trança de raiz e se prepare.

Criado em 2012, o “Daft Punk da Cumbia” se prepara para sua estréia. Com as participações especialíssimas de Jana Figarella, em oito das 12 canções, e de Alessandra Leão na contagiante “Se O Teu Desejo É Amar”, o grupo chega botando quente. Imagine essa situação hipotética: a Margareth Menezes foi pro Pará, encheu a bagagem com licor da Jumburana e foi beber lá na Bodega de Véio. O som é cumbia, é tecnobrega, tem uma pitadinha de carimbó, de axé e é pop demais. Serve pro headphone, pro sistema de som, pra equipe de som, pro carro e pro sonzinho da cozinha, mas acima de tudo é pra dançar. Duvido você ouvir qualquer uma das músicas abaixo e não mexer pelo menos o ombrinho, companheiro(a).

A canção que abre os trabalhos é “O Teu Calor”, que recebe também um remix de Lúcio K no final. Na sequência “De Tanto Esperar” vem com um refrão que casaria perfeitamente na voz de Ivete Sangalo (produção, fica a dica). Com certeza você vai se pegar cantarolando De tanto esperar perdeu a vez. De tanto esperar ficou pra depois. “La Cicimila” traz uma cumbia mais crua, com areia nas chinelas. Bem da beira da praia. “Cumbia das Flores” tem um quê de reggae, ouça bem, lá no fundinho aquele teclado em looping. Coisa phyna mesmo.
A safadeza volta pesada em “Quero Brincar de Sol”. Na beira da praia, cabelo ao vento…

”Dia de Rei” vem com a voz de Raimundo Alfaia e com overdubs bem interessantes e mais referências jamaicanas. Um recorte de “A Message To You Rudy” do The Specials começa a ganhar força em “Baila Perfumada” e se encontra com uma batida pop da pesada. A instrumental “Uh La Lai” é dessas que nasceram com o DNA paraense regada a açaí e cupuaçu. “Se O Teu Desejo É Amar” tem um pezinho no forró e ganha brilho com a bela voz de Alessandra Leão. O quase axé “Trança de Raiz” tem um dos refrões mais legais do disco. É bom fazer trança de raiz pra não ver o vento desmanchar o penteado. E a cereja do bolo “Para de Chover” poderia ser da Gaby Amarantos, Gang do Eletro, mas nasceu em Olinda e tem potencial para ser hit no Brasil todo.

Um disco sólido, bem amarrado do começo ao fim e que em momento algum, repito, em momento algum, foge da proposta de te fazer dançar. Se permita, ouça o Superlage e se joga que vale a pena demais.

Peu Araújo

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A Trombonada (2008 – De Madrugada)


A Trombonada, uma das mais agradáveis novidades da música instrumental pernambucana (por extensão brasileira) nos últimos anos, lança seu disco de estréia, De madrugada, hoje na Passa Disco, a partir das 19h, com um pocket show do quinteto. O grupo é formado por Nilsinho Amarante, Cleber Silva, Esli Lino, Adelson Lins e Jorge Guerra – todos executam o trombone tenor e apenas o último, o trombone baixo.

O grupo, cujos integrantes tocam na SpokFrevo Orquestra e Orquestra Sinfônica do Recife, surgiu casualmente. Os cinco trombonistas reuniram-se, em 2005, para uma participação especial em em duas faixas do disco Cabeça elétrica/coração acústico, de Silvério Pessoa. A iniciativa foi tão elogiada, e apreciada, que choveram convites para A Trombonada. Uma das maiores entusiastas do grupo é Elba Ramalho, com quem A Trombonada gravou o DVD Raízes e antenas. Eles também estão no último DVD de Silvério.

No CD de estréia, no entanto, o grupo vai além dos cinco trombones, para tornar-se uma orquestra de baile, com suficiente molho latino para animar qualquer salão de danças. O diferencial para outros conjuntos do gênero é que aqui o trombone não é um coadjuvante, mas um líder. Em torno dos trombones agrupa-se uma constelação de estrelas da música instrumental pernambucana, incluindo aí Yuri Queiroga, revelação não apenas como guitarrista, mas também como produtor, Naná Vasconcelos, Genaro, Paulinho Barreto, Sérgio Groove, Spok, para citar uns poucos. Aliás, não só instrumentistas de Pernambuco. No disco estão também nomes como Bocato, Toninho Ferragutti, Serginho Trombone, e Léo Gandelman.

A intenção dos cinco trombonista era mesclar ritmos regionais, com o que desse e viesse. E eles mostram ao que vieram neste disco, que tem baião, merengue, forró e funk, tudo preparado com um impecável molho jazzístico, como acontece em Baião cubano (Fabinho Costa), uma das mais bem resolvidas faixas do CD. Diversos compositores assinam o repertório do álbum, desde os membros do grupo a Spok, Toninho Ferragutti, Nena Queiroga e Bocato.

Silvério Pessoa, por assim dizer, padrinho de A Trombonada, não poderia estar fora deste CD de estréia do grupo. É dele o único vocal do álbum, no maracatu Nas águas do mar (faixa do disco Cabeça elétrica, coração acústico, na qual a Trombonada fez sua estréia em estúdio). Porém Silvério Pessoa não volta a interpretar sua canção, faz um vocalise no início e no final da música.

Fonte: Jornal do Commercio/PE.

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Rimas.INC (2014 – EP)

10540361_678512318884166_3130656640642454815_nClécio Rimas é o nome artístico de Clécio Ferreira de Lima, poeta, rapper e produtor musical nascido em Serra Talhada-PE, em 19 de janeiro de 1981. Mudou-se para Tabira-PE aos quatro anos de idade, lugar que inspirou a sua vida artística ainda na adolescência. Em 1999 fundou sua primeira banda (Mandacaru Florado) com influências de Chico Science & Nação Zumbi, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Alceu Valença, Cascabulho e Mestre Ambrósio. Foi nesse ano também que começou a tocar pandeiro – instrumento que cultiva briosa devoção. Em 2004, cria outro projeto musical voltado apenas para o rap. Foi com o PE87 que Clécio Rimas começou a produzir e levar pros palcos as primeiras bases musicais feitas em softwares de computador. Produziu e apresentou voluntariamente durante seis anos o programa Som Alternativo em diferentes rádios comunitárias de Tabira. Foi produtor de quatro edições do festival Tabira Rock (entre 2003 e 2006) e em outras duas ocasiões (2010 e 2012) esteve a frente do Festival de Juventude e Meio Ambiente do Sertão do Pajeú, na mesma cidade. É poeta integrante da Mesa de Glosas do Pajeú desde 2009. Em 2011 mudou-se para o Recife onde continua com seus projetos individuais ao mesmo tempo em que compartilha suas vivências em parcerias com diversos artistas da capital pernambucana sendo integrante dos grupos Quarteto em Poesia, São Saruê e #4urubueacarniça. Lançou dois cordéis: “Rixa de Intelectuais” (2012) e “Os Apóstolos e as Drogas” (2013). Também em 2013 lançou seu primeiro EP “Amplificando a frequência, eu modifico a matéria”, um trabalho com oito faixas produzido de forma independente.

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O Brasil que o Brasil não conhece!