Silvério Pessoa (2004 – Bate o Mancá)

CAPASilvério Leal Pessoa, natural da cidade de Carpina, localizada na Zona da Mata Norte, é músico, cantor, compositor, educador e escritor. Iniciou a vida artística se apresentando em espaços do Grande Recife. Em 1995, formou a banda Cascabulho com outros músicos, no auge do Movimento Mangue, com a qual gravou o CD Fome Dá Dor de Cabeça. Após a saída do grupo, em 2005, seguiu carreira solo, lançando diversos álbuns, alguns inspirados na obra de Jacinto Silva e Jackson do Pandeiro. A música de Silvério edita referências populares com rock, hip-hop, punk e intervenções eletrônicas. Em 2006, ganhou o Prêmio TIM de Melhor Cantor Regional. Já se apresentou em várias cidades do Brasil e da Europa e, em 2008, lançou o livro Nômade, pela editora Bagaço. A publicação é uma versão impressa do blog que o artista mantém, com comentários sobre turnês, viagens, encontros e curiosidades.

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Carlos Dafé (1979 – Malandro Dengoso)

Carlos+Dafé+(1979)+Malandro+Dengoso
Compositor. Instrumentista. Cantor. Nascido no subúrbio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. O pai, José de Sousa, foi funcionário público e tocador de chorinho. A mãe, Conceição Gonçalves, foi poeta e incentivadora da musicalidade dos filhos. Seus irmãos são músicos e compositores: Jorge Badezir (violonista e baixista), Tuninho de Souza (guitarrista e bandolinista), Luiz Carlos (violonista), Paulo César (cantor). O filho, Georgemari Dafé, segue os passos do pai e além de cantar e compor, toca violão, cavaquinho e percussão. A filha Verônica Dafé, estudou canto na Falarte e atuou como cantora e backing vocal em seus shows.

Vindo de família de músicos, aos quatro anos já corrigia alguma nota errada que, por ventura, seu pai ou qualquer dos amigos chorões tivesse cometido. Aos 11 anos já estudava no Conservatório de Música. Aos 14 já tocava acordeon e vibrafone em conjuntos e orquestras. Em 1970, fez turnê com o grupo Fuzi 9, do Corpo de Fuzileiros Naval, por Salvador (Bahia), Porto Rico, Martinica e Curaçau. Multiinstrumentista, toca violão, guitarra, baixo, piano, acordeão e vibrafone.

Sua composição “Um menino, uma mulher”, em parceria com Toninho Lemos, foi canção-tema do filme “Um menino, uma mulher”, estrelado por Jece Valadão. “Bafo quente no salão: som negro na Áfricarioca rolando nas quebradas com Marvin Gaye nas vitrolas, cenário, cidade e selva onde se criou o som do Dafé e de outros cobras black (ou seriam coblas bléque?). Esses malandros espertos, de gargantas ágeis e corações quentes, incendiando os salões, bailões esses neguinhos e negões que se afirmam, com fé em Dafé estão aqui, agora, bailando”.

(Nelson Motta – 1983) “… Por isso eu sou da fé, por isso eu tenho luz, por isso eu sou da fé, da fé que me conduz, por isso eu sou da fé, Dafé e Carlos”. (Trecho da música Dafé e Carlos, composição de Jorge Aragão). “… o Dafé é uma grande expressão da juventude negra brasileira. Um patrimônio da gente que tinha vontade de dançar soul e funk e não tinha lugar para isso… Ele é um cara a quem devo muito, é meu camarada, meu grande educador musical”. (SCHOTT, Ricardo. Na essência do soul). Revista de Domingo, Jornal do Brasil, p.46.).

Em 2010 recebeu do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Antonio Carlos Rodrigues, o “Título de Cidadão Paulistano”, no Salão Nobre da casa. Neste mesmo ano recebeu do grupo Cultural AfroReggae, do Rio de Janeiro, o “12ª edição do Prêmio Orilaxè” na categoria “Cantor”. O evento ocorreu no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, com apresentação da atriz Fernanda Lima e o ator Johayne Hidelfonso, com narração em off do ator Wagner Moura.

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Grupo Pindureta (2014 – Fagulha)

CapaO Grupo Pindureta teve sua estréia oficial em Outubro de 2012, surgindo da união de jovens amigos da cidade de Franca, interior de São Paulo. Em seu primeiro contato profissional com o universo do Samba, os jovens procuram inovar o cenário musical da cidade, sem perder os laços com as raízes do samba tradicional, além de dar um tempero de cada membro.
O grupo aposta na união e no repertório inovador como os diferenciais de uma banda que busca o crescimento a cada dia.

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Júlio Morais (2013 – Júlio Morais)

Capa-Julio-Morais
Dentro de uma sempre nova diversidade, Recife vem se consolidando a cada momento como celeiro para novos artistas e novas reflexões. A arte nos limites dessa cidade transpõe as barreiras e ganha ares de universalidade. Expandir os pensamentos para todos os caminhos é possivelmente o perfil de uma geração, que sente o desejo de alcançar outros olhares, compartilhando referências.
Júlio Morais desponta no cenário musical como um dos representantes da nova MPB feita na capital pernambucana. Imprimindo seu próprio estilo, bebeu nas influências de artistas consagrados como Nelson Gonçalves, Roberto Carlos, Carlos Lyra, Herbert Vianna, Moska. Com sua voz de timbre suave, traz em suas canções atmosferas cheias de leveza aliando ritmo e poesia. Além do seu trabalho solo, o cantor e compositor Júlio Morais, também vem sendo reconhecido por suas trilhas sonoras para espetáculos de dança e teatro.
Cantor e compositor recifense, Júlio Morais, acompanhado por músicos de grande talento e sensibilidade, traz repertório evidenciando composições autorais e parcerias. Ressalta no palco, a partir de sua performance em cena, o registro delicado dos arranjos e das dinâmicas de execução dos instrumentistas no corpo de cada canção. Essa tem sido uma constância em seu trabalho.
Seus shows nunca são a simples transposição das músicas do disco para o palco, possuem outra carpintaria musical: a pulsão do AO VIVO. Diferencia-se dos climas conseguidos em estúdio por um entendimento caloroso no momento de encontro com o público, contando com os violões do próprio Júlio Morais, com uma afinada banda que o acompanha e participações mais que especiais. “Gosto de dividir o palco com outros músicos que admiro e que me ajudam a somar para ter no final um resultado que vá além do que sou sozinho” (Declara Júlio).
Na voz de Júlio Morais reforçam-se os tons de uma reflexão musical contemporânea sobre o certo e velho sentimento amoroso, sem falsas desmedidas. Esse tem sido o mote dos enredos que tece. O trabalho de Júlio morais é uma confidência ao pé do ouvido e um maravilhoso registro de outros novos tons para a música pernambucana atual.

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Totonho e os Cabra (2005 – Sabotador de Satélite)

capa2522Totonho não para quieto. Foiessa coceira que o tirou do interior da Paraíba e o levou para a capital, da banda de latas para a cooperativa de compositores. Totonho não pára quieto e não vai ficar esperando seus ouvidos encontrá-lo. Conheceu as beiradas do Brasil e os cantos do Rio de Janeiro até que parou. Não Totonho, mas seus trabalho. Parou nos ouvidos do produtor Carlos Eduardo Miranda e não saiu mais.

E Totonho ainda não parou. Essa parceria que gerou em 1999 o disco Totonho e os Cabra, acaba de render mais um excelente trabalho. O CD Sabotador de Satélite é uma obra que fantástica que se apropria da música folclórica brasileira e a retransforma, criando um batidão digital que emula os repentistas Paraibanos em uma festa tecnológica.

Mas se você pensa que a última grande agitação de Totonho foi seu excelente CD está enganado. Totonho inaugura uma nova fase da gravadora Trama. É que seu CD é o primeiro licenciado pela gravadora em Creative Commons. A Trama já havia iniciado um namoro com o CC utilizando as licenças no seu portal Trama Universitário. Namoro este que rendeu a tradução para português do livro Cultura Livre de Lawrence Lessig. Agora a gravadora abraça o projeto e inicia a utilização das licenças em suas músicas. E quem melhor do que Totonho para dar o ponta-pé inicial.

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Aviso aos usuários

Pessoal, estamos aos poucos mudando os posts antigos postados no 4shared. O acervo antigo está sendo aos poucos transferidos para o servidor novo. Pedimos paciência! 90% dos posts estão ok, com download via Torrent, Mega ou direto.

Os arquivos mais novos postados  a partir de março de 2012 estão no nosso servidor que é pago e tem download direto.

Obrigado e salve a música brasileira!

Juniani Marzani

Administrador DNA

 

Euterpe (2015 – Batida Brasileira 2)

CD Euterpe Capa frente_FotorSegundo CD da cantora roraimense Euterpe. A cantora Euterpe inicia 2015 lançando o CD Batida Brasileira 2, o segundo de uma trilogia com a qual a artista promove a valorização da música popular brasileira, privilegiando o trabalho dos compositores da região Norte do Brasil.

Neste segundo disco, Euterpe se reafirma excelente intérprete, com timbre agradabilíssimo e afinação perfeita. Como compositora, expande as fronteiras de seu som, ao dialogar com o universo pop em músicas como “Alguém” e “Loura Linda” (ambas parcerias com Eliakin Rufino; a última remete ao Jorge Ben dos anos 1970, tanto por seu ritmo contagiante quanto pela letra em que uma mesma expressão inicia uma sequência de versos – o seu cabelo é ouro/ o seu cabelo é belo/ o seu cabelo é louro/ é lindo esse amarelo”). Outra composição com ritmo contagiante é o samba “Coração Campeão” (também parceria com Eliakin). Em “Fico com o presente”, a melodia pouco extensa exprime à perfeição a valorização do tempo presente, apontado como superior ao passado e ao futuro na letra de Eliakin Rufino. Já em “Viola goiana”, Euterpe renova a parceria com o poeta Gilberto Mendonça Telles, iniciada no CD anterior.

Euterpe também estreia no álbum como letrista, sendo sua a versão para o francês do poema de Odara Rufino “Oiseau noir”, dedicado à pintora mexicana Frida Kahlo, que sempre se manteve otimista apesar dos inúmeros percalços pelos quais passou. Outra homenageada, em “Casa de Cesária”, é a cantora Cesária Évora, de Cabo Verde; na letra, incorporando vocábulos do dialeto crioulo cabo-verdiano como “cretcheu” (pessoa muito querida), Eliakin Rufino descreve a sensação de visitar a casa onde a artista viveu em Mindelo, em março de 2012; Cesária falecera três meses antes.

A sintonia com o mundo é um traço marcante do disco, que consegue ser uma expressão regional sem jamais cair em clichês regionalistas. Mesmo na faixa de abertura, “Sertão das águas” (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos), não há apenas bucolismo nas referências a igarapés, matas e seringais; a letra roga que não venha o fogo queimar/ nem trator correr arrastar/ pra que a vida queira pulsar e correr. Milton lançou “Sertão das águas” em seu LP Txai (1990), parcialmente gravado no Acre e em Rondônia. Robertinho Silva, que faz participação especial nesta faixa, também estava presente na gravação original.

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O Brasil que o Brasil não conhece!