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Marcela Bellas (2013 – Chega de Chorar de Amor)

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Muita coisa mudou em relação ao primeiro disco, Será que Caetano Vai Gostar?, de 2009. O som trip rock, urbano, com letras que guardavam pequenas contestações, cedeu espaço para Marcela assumir de vez seu romantismo.

“Eu sou uma cantora romântica, como Roberto (Carlos)”, afirma, ao lembrar da sua brincadeira de criança, quando dizia que queria seguir os passos do cantor na música.

Para ela, o novo CD é uma resposta apurada que define bem sua “onda sonora”. “O Será é um disco de uma compositora que está começando. Então procurei buscar vários lados”, avalia. “Já no novo álbum, o conceito vai do reggae, música pop, Olodum até Beatles, mas é um disco praiano. O meu som é praia”.

Bellas considera todo o desenvolvimento do disco um “trabalho de banda”, já que os músicos Ricardo Hardmann (baterista), Gabriel Dominguez (guitarrista), Larriri Vasconcelos (baixista) e Tadeu Mascarenhas (tecladista), que também acompanham a cantora no palco, participaram e opinaram durante todo o processo de concepção. A produção, contudo, é assinada exclusivamente por ela.
Nas referências, Bellas não deixa de citar João Gilberto, com quem aprendeu a aproveitar o canto amplificado para diminuir a voz, o reverenciado Caetano Veloso, os Novos Baianos e o não menos venerado Glauber Rocha.

A influência do cineasta se expressa nas imagens que a artista constrói em suas narrativas, como letrista. “Minha música tem uma imagem claríssima. Isso o meu público infantil pode dizer”, afirma.
A compositora ainda investiu na criativa missão de retratar figuras baianas nas canções do novo álbum. Não por acaso,  quatro personagens estão espalhados pelas faixas do disco, como Brau (o Brasileiro Universal), Ana Maria (a piriguete), Lucy (a piriguete romântica) e Bira (o dono do bar).

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Erika Martins (2013 – Modinhas)

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Moda é um gênero de composição portuguesa, cuja denominação é atribuída ao compositor, cantor e violeiro Domingos Caldas Barbosa. Ela chega ao Brasil com a Corte e logo ganha as ruas, como música para serenata. Na terrinha, Moda virou Modinha. Para muitos pesquisadores é a primeira manifestação popular musical civilizada tipicamente brasileira.

Não foram poucos os resgates feitos por Érika Martins ao longo de sua carreira. Entoou Namorinho de Portão, do Tom Zé, na estreia do Penélope e enveredou pelo cancioneiro da Jovem Guarda no projeto Lafayette & Os Tremendões. Há bem pouco tempo, caiu de amores pelas Modinhas e são elas que agora saem do velho baú para dar pano para manga do novo disco.

Ainda pouco explorada por artistas nacionais contemporâneos, o estilo de temática amorosa e rebuscadas melodias despertou na cantora a vontade de inventar moda, ou melhor, reiventar Modinha.

São 11 faixas contendo antiquíssimas canções de autores como Villa Lobos, Manuel Bandeira, Luiz Vieira e Sérgio Bittencourt e também novas modinhas de autoria da própria Érika, do Pedro Veríssimo e do Júpiter Maçã. O repertório sentimental, denso, ganhará unidade e frescor com a leitura pop, contemporânea e até futurista imaginada por Érika. A ideia é que em cada faixa experimente-se a sensação de viajar no tempo, para trás e para frente.

Participam do disco Otto, o duo indie chileno Perrosky, Gabriel Thomaz do Autoramas e Fred, Ex-Raimundos.

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Edi Rock (2013 – Contra Nos Ninguém Será)

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Edivaldo Pereira Alves (São Paulo, 20 de setembro de 1968), mais conhecido pelo seu nome artístico Edi Rock, é um rapper e compositor brasileiro.

Começou sua carreira em 1984, quando fazia bailes em residências ao lado de seu companheiro DJ KL Jay. Em 1988 na periferia da cidade de São Paulo, ao lado do próprio KL Jay, Mano Brown e Ice Blue fundam o grupo de rap Racionais MC’s, onde continua até os dias de hoje.

É de autoria de Edi as canções “Mágico de Oz” e “Rapaz Comum”, além de várias outras, que fez em parceria com Mano Brown e Ice Blue. Além disso, ele fez uma parceria com a banda inglesa Asian Dub Foundation na faixa 19 Rebellions, sobre as rebeliões orquestradas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) 2001 e seu exemplo como ação organizada contra o Estado e o Status Quo.1 Em 2012, Edi Rock lançou a canção “That’s My Way” junto com Seu Jorge, a qual foi indicada para Prêmio VMB em “Melhor Videoclipe”, onde perdeu para “Marighella”, do próprio Racionais MC’s.

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Naurea (2014 – Na Disanteria)

CapaO convite é oficial e irresistível. Naurêa convida para entrar Na Dansanteria. O novo ep da banda provoca já no título: a dança, a santeria (o caminho dos deuses) e a danceteria.

O conceito é investir cada vez naquilo que sustenta estética e sonoramente o caminho da naurêa. As influências latinas, africanas e da música dançante do mundo. Desta vez, o encontro conduz a uma musicalidade mais abrangente em termos de composições.

A música que dá nome ao disco se insinua pelas congas e pelos teclados numa evocação aos santos caribenhos. Mas namora como sempre o forró e se declara de vez ao reaggaton. O resultado: música brasileira dançante do mundo e para o mundo.

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Luciana Oliveira (2013 – Pura)

luciana_oliveira_capaNascida em Brasília, Luciana Oliveira iniciou sua carreira musical, cantando com a banda de reggae e Ska Mal de Família e em 2000 estreou o espetáculo cênico-musical Cântico Negro.

Em 2006, passou a integrar a banda Natiruts, acompanhando o grupo em turnês pelo Brasil e pela Europa. Também participou dos CDs e DVDs Natiruts Reggae Power e Raçaman.

Em 2008, lançou seu primeiro álbum solo – O verde do Mar. Produzido por João Ferreira o álbum traz uma harmoniosa mistura de samba, ijexá e funk, em regravações de João Doanto, Jackson do Pandeiro, músicas de novos compositores e de autoria de Luciana Oliveira.

Vivendo em São Paulo desde 2009, Luciana se apresentou em casas de destaque como SESC Pinheiros, SESC Vila Mariana, Sesi e Centro Cultural Rio Verde. Foi ainda idealizadora do Vozes do Atlântico, projeto que reúne cantoras brasileiras e africanas, com patrocínio da Caixa Cultural.

Dentre as parcerias da cantora, destacam-se gravações com Mad Professor – ícone do Dub, no lendário estúdio Ariwa, em Londres –, com o rapper Gog e o com o flautista Altamiro Carrilho.

Em 2012, lançou seu primeiro clipe, Flor e Flora em 2013  finalizou seu segundo álbum, Pura, com produção musical de Alê Siqueira, considerado um dos maiores produtores da atualidade. O disco traz músicas de sua autoria junto a compositores da nova geração e conta com a participação especial da cantora Elza Soares.

A cantora ainda integra a banda de Guilherme Arantes, acompanhando o pianista, cantor e compositor na turnê de seu novo álbum.

“Ela é uma das raríssimas cantoras que conseguiram encontrar uma harmonia perfeita entre funk, afrobeat, sambas de roda e afoxés. Seu disco é tremendamente cativante em sua riqueza e simplicidade harmônica, melódica e rítmica. Isto sim é a verdadeira “música negra brasileira”

Régis Tadeu, yahoo.com

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Thiago França_Malaguetas, Perus-e-Bacanaço-01

Thiago França (2013 – Malagueta, Perus e Bacanaço)

Thiago França_Malaguetas, Perus-e-Bacanaço-01

Inspirado no conto “Malagueta, Perus e Bacanaço” do livro homônimo do escritor João Antônio, o disco nasceu como homenagem aos 50 anos do lançamento. Entre causos, códigos e personagens, somos apresentados aos três malandros que vagam na noite paulistana pelos salões de sinuca em busca de jogo. Um relato tipicamente paulistano, cru, cinzento e pouco esperançoso, onde a cidade é pano de fundo e personagem da trama que envolve seus protagonistas.

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T. Kaçula & Renato Dias - Samba Rural Urbano (2007).

T. Kaçula & Renato Dias – Samba Rural Urbano (2007)

T. Kaçula & Renato Dias - Samba Rural Urbano (2007).

 

Após um período de intensa pesquisa sobre as influências da cultura do interior paulista no samba de São Paulo, a dupla T. Kaçula & Renato Dias lança seu primeiro CD de inéditas Samba Rural Urbano, com participações de Toniquinho Batuqueiro e Marco Mattoli. T. Kaçula é um sambista paulistano conhecido por seu trabalho de pesquisa, valorização e preservação da cultura do samba, em especial a de São Paulo, ao lado do Projeto Cultural Samba Autêntico. Renato Dias, também paulistano, realiza outro grande trabalho de pesquisa, valorização e preservação há sete anos com o grupo Sinhô Preto Velho – o da cultura afro-indígena descendente. Imperdível!

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O Brasil que o Brasil não conhece!