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Bonsucesso Samba Clube (2014 – Coração da boca sai)

bonsucessoCoração da Boca Sai é o terceiro disco da Bonsucesso Samba Clube.

Rogerman compôs 12 músicas em parceria com o guitarrista e produtor musical Yuri Queiroga. Quem também somou ao grupo foi o Dj e produtor, Buquinha Dub, que assina a direção musical.

Como um convite para entrar no novo embalo da Bonsucesso, a faixa que abre o disco, Brincadeiras, Levadas e Coisas Sérias é suave e despretensiosa. A levada da bateria traz uma lembrança ao funk americano de James Brown, Funkadelic e The Meters. A segunda faixa, que tem no título o nome do disco, mostra o bom desempenho POP, com guitarras de surf music e uma emoção a pulso acelerado refletidos na voz de Gabi Barreto. Um dos ápices do CD é a faixa Dia Quente, Rio que flerta com o blues norte-americano e também tem uma suavidade melódica como a bossa nova. Essa canção conta com a participação de Lenine.

Maestro SPOK, Jr. Areia, Luciano Queiroga e Ylana, Erasto Vasconcelos, João do Cello, Nena Queioga e Jr. Black, Dj Renato da Mata, Fabrício Belo, Thiago Hoover, Fábio Trummer e a banda de hardcore Devotos participam do novo CD.

ULTRAPASSANDO GERAÇÕES- Remanescente do movimento manguebeat, a banda surgiu no ano 2000, no bairro do Bonsucesso, em Olinda, época em que Rogerman acabara de sair da também olindense Banda Eddie, liderada pelo amigo Fábio Trummer. Nos seis primeiros anos de banda, lançou dois discos, no qual revelou o cantor e compositor como um dos maiores letristas desta geração. Num hiato de pelo menos cinco anos, a Bonsucesso esteve aprimorando seus horizontes musicais, e seu frontman, sempre em constante processo criativo, gravou dois discos solos e teve a música Eu Tenho Fé gravada pela cantora Baiana Pitty. No mês de março deste ano, em pleno carnaval, a banda liberou uma das canções do novo disco como sinal de retorno definitivo. A música ‘Superar’ causou ansiedade nos fãs sobre o que viria a ser mais um sucesso na carreira do grupo. Coração da Boca Sai chega ao mercado fonográfico totalmente independente, sendo distribuído pela CD Baby, uma loja de música online especializada na venda de cds e downloads digitais. Assim, o disco reflete a dedicação da BSC durante 1 ano e meio, desde a composição até a finalização desse pulsante trabalho.

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Clara Valente (2014 – Mil Coisas)

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“Posso fingir ser uma mas eu sei que não me satisfaz”.

Meu álbum de estreia Mil Coisas é a síntese das mil coisas que tenho a dizer, dos mil sons que tenho a mostrar e das mil vozes que tenho para cantar. Ele abre com a faixa-título Mil Coisas (Clara Valente/Rafael Gryner) que fala das mil mulheres que moram dentro de cada uma de nós e de como os homens não as entendem.

A segunda música, “Encanto” (Clara Valente/Diogo Cadaval), faz uma leitura da lenda da Iara, sereia de água doce, símbolo de mulher forte e sedutora presente no folclore brasileiro.

“Quis Acreditar” (Clara Valente/Leandro Jardim) descreve as diversas idas e vindas de um relacionamento. Foi uma longa história de dois amigos muito próximos que acompanhei bem de perto. Essa música recebeu um arranjo especial da Clarice Assad.

“Deixa de demora” (Clara Valente/Pedro Mann) fala de uma paixão platônica entre duas pessoas que nunca se relacionaram. É a música mais “amorzinho” do disco e a única que mostra um lado feminino mais frágil.

“Vou sem perguntar” (Clara Valente/Rafael Gryner/Leandro Jardim) descreve um momento reflexivo e de mudança. Primeiro a gente nega o novo, depois a gente diz sim e no final a gente se joga! Ou pelo menos tenta… Hehe!

“Pra te encontrar” (Clara Valente/Jam da Silva/Mauricio Pacheco) é a música mais despretensiosa do disco. Ela é o que ela é. Sensual, leve, gostosa de ouvir e de cantar e foi composta nesse clima por nós três.

“Feminina” (Joyce Moreno) é a única releitura do disco e escolhi ela por várias identificações com a canção e com a compositora. Mil Coisas é um disco que fala das questões e dos pontos de vistas da mulher e a Joyce foi uma das primeiras compositoras brasileiras a escrever no eu-lírico feminino.

“Se eu falo…” (Clara Valente) fala dos encontros e desencontros de um casal e da alma indecisa da mulher. Ela quer, mas de repente não quer e talvez queira depois… Ah, sei lá.

“Um dia de sol” (Clara Valente) foi a primeira música que compus na vida e foi nela que me descobri compositora. Mostra o lado rancoroso da mulher que é deixada e depois quer dar a volta por cima. E de fato consegue!

“Ao cais” (Clara Valente) é uma canção que fala dos meus sentimentos após um término de um relacionamento amoroso que vivi há cinco anos atrás. Ela sempre teve uma pegada dramática de tango. Quando começamos a gravar o álbum resolvemos ir até Buenos Aires gravá-la da forma mais porteña possível, com instrumentistas argentinos e arranjo de Pablo Gignoli (integrante da Orquestra Típica Fernandez Fierro).

Clara Valente
Janeiro/2014

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Pagode Jazz Sardinhas Club (2011 – cidade mestiça)

pagodejazzsardinhas
Formado em 1997 e integrado por Rodrigo Lessa (bandolim, bandarra, violão de aço e voz), Roberto Marques (trombone), Lula Galvão (violão e guitarra), Xande Figueiredo (bateria), Marcos Esguleba (percussão), Eduardo Neves (saxofone e flauta) e Edson Menezes (baixo). O nome escolhido foi uma homenagem ao Beco das Sardinhas, tradicional ponto da boemia carioca, no centro da cidade, especializado em sardinha na brasa. O primeiro disco, lançado em 1999 e produzido pelo próprio grupo, nasceu a partir da música “Pagode Jazz Sardinha Club”, de Rodrigo Lessa, Eduardo Neves e Mauro Aguiar. A música, além de indicada como “Melhor Música Instrumental” para “Prêmio Sharp 99″, foi gravada pelos grupos Nó em Pingo d’Água e Rabo de Lagartixa. Como tema, reúne elementos de diversas linguagens musicais, como samba, funk, jazz, choro e bossa nova. O CD trouxe composições da parceria Eduardo Neves e Rodrigo Lessa e presta homenagem a duas grandes referências da música popular brasileira – Pixinguinha e Nelson Cavaquinho – com novas leituras de “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro), “Luz negra” (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso) e “A história de um valente” (Nelson Cavaquinho e José R. de Souza), esta com participação especial do compositor Dicró. Quatro meses após o lançamento, com produção e distribuição independentes, o disco atingiu sua segunda tiragem, e colocação no top list da Sweden Jazz Web – um dos mais importantes sites de jazz mundiais. Foi também lançado no Japão pelo selo Nippon Crown Records. A partir do show de lançamento, o grupo fez show nas principais casas noturnas, teatros e centros culturais do Rio de Janeiro. Muito elogiado pela crítica e procurado pelo público, foi assim definido por Hermano Vianna: “Nos anos 70, Paulo Moura criou sua confusão Urbana, Suburbana e Rural. Duas décadas depois, o Pagode Jazz Sardinha Club lança este disco que, para voltar a falar de nomes, poderia muito bem se chamar Confusão global, local e periférica. Uma confusão que não é de hoje, mas que está na base – há séculos – do que melhor se fez e tem feito na música brasileira”. No ano de 2002, apresentou-se no projeto “Rio Choro 2002″ na Sala Baden Powell, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Na ocasião, recebeu como convidado o cavaquinista Mestre Zé Paulo. Em 2004 o grupo foi o vencedor do “Prêmio Tim” na categoria “Melhor Grupo Instrumental” e lançou o CD “Sardinha”, no qual contou com a participação especial de Zeca Pagodinho na faixa “Pagode jazz sardinhas club”. Apresentou-se no “Projeto Camarote das Artes”, no Espaço Camarote Café, no Conjunto Cultural da Caixa, no Rio de Janeiro. No ano de 2005 apresentou na França, no Place des Martyrs – Ville de Vichy – Métro Mairie de Clichy, pelo projeto “Dans le cadre du Festival Macunaima Brasil”.
Em 2011 o grupo lançou, pelo selo Biscoito Fino, o CD “Cidade Mestiça”, que contou com as faixas “À queima roupa” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Praia do pinto” (Eduardo Neves, Rodrigo Lessa e Luiz Louchard), “El suinguer” (Rodrigo Lessa), “Salsixe” (Roberto Marques e Rodrigo Lessa), “Pedra verde” (Roberto Marques), “India”/ “Branca” (J. A. Flores, M. O. Guerreiros e José Fortuna/ Zequinha Abreu e Duque Abramonte), “Morena do mar” (Dorival Caymmi), “Olha a pretinha” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Na Glória” (Ary Santos e Raul de Barros), “Machucando o jiló” (Geraldo Babão), “Lola crioula” (Geraldo Babão e Roberto Mendes), “Criola” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa) e “Baixo ventre” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa). O show de lançamento do disco foi realizado no Teatro Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro.

Em 2011 o grupo lançou, pelo selo Biscoito Fino, o CD “Cidade Mestiça”, que contou com as faixas “À queima roupa” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Praia do pinto” (Eduardo Neves, Rodrigo Lessa e Luiz Louchard), “El suinguer” (Rodrigo Lessa), “Salsixe” (Roberto Marques e Rodrigo Lessa), “Pedra verde” (Roberto Marques), “India”/ “Branca” (J. A. Flores, M. O. Guerreiros e José Fortuna/ Zequinha Abreu e Duque Abramonte), “Morena do mar” (Dorival Caymmi), “Olha a pretinha” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Na Glória” (Ary Santos e Raul de Barros), “Machucando o jiló” (Geraldo Babão), “Lola crioula” (Geraldo Babão e Roberto Mendes), “Criola” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa) e “Baixo ventre” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa). O show de lançamento do disco foi realizado no Teatro Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro.

Em 2012 participou do projeto “Rio Música”, realizado no Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola, no Rio de Janeiro, apresentando-se na categoria “Rio Ritmos”. Messe mesmo ano participou da “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, a “Rio+20”, apresentando-se no “Galpão da Cidadania”, montado no Aterro do Flamengo especialmente para o evento.

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Márcia Castro (2014 – Das Coisas Que Surgem)

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São várias as razões que tornam “Das Coisas que Surgem”, terceiro álbum de Marcia Castro, um trabalho de corte na carreira da cantora. E todas elas partem de um mesmo mote: o deslocamento. Nada está naquele lugar confortável em que costumava estar. Marcia desmontou a maneira como vinha fazendo sua música até aqui, reviu estéticas, repensou escolhas e acabou por encontrar um lugar muito denso e íntimo, que sua música ainda não havia acessado.

A história do disco começou em 2010. Já vivendo em São Paulo, Marcia procurava um produtor com quem pudesse trabalhar as canções que vinha reunindo. Pediu uma dica à jornalista Patrícia Palumbo, que lhe falou dos irmãos Amabis. “Talvez o Rica esteja muito ocupado. Sugiro que tente o irmão dele, Gui, que é genial.”

Cantora e produtor se encontraram por acaso, na plateia de um show de Karina Buhr. Marcaram uma conversa para os dias seguintes, que logo se desdobrou em música. Naquele período, fizeram três das 11 faixas que agora compõem “Das Coisas que Surgem”: “Na Menina dos meus Olhos” (Monsueto Menezes/ Flora Mattos), “Três da Madrugada” (Carlos Pinto/ Torquato Neto) e “Um Bom Filme” (Gui Amabis). Apenas essas. Pararam. Engavetaram o álbum. E só voltaram a trabalhar nele três anos depois.

O motivo prático da pausa foi esse: Marcia precisava entregar logo um disco, já tinha ensaiado um repertório ótimo que apresentava nos shows e ainda não havia sido registrado e quis fazê-lo antes de seguir adiante. Nasceu então o segundo álbum dela, “De Pés no Chão” (2012), com canções bem garimpadas nos baús de Rita Lee, Otto, Jorge Mautner, Novos Baianos e outros compositores brasileiros, além de algumas faixas inéditas – exatamente como havia acontecido em “Pecadinho” (2007), seu trabalho de estreia.

Mas houve outra razão, mais profunda, para o intervalo de três anos que separa a primeira e a segunda fase de criação de “Das Coisas que Surgem”. Em 2010, Marcia ainda não estava pronta para caminhar com segurança pela linguagem intimista proposta por Amabis. Desde o começo da carreira, a cantora melhor se resolvera emoldurada por uma estética “para fora”, em que a mensagem, quase sempre rica em ironia, era discursiva, vinha através do texto.

Amabis deslocou esse discurso para a forma. Até mais do que as palavras, são os sons e os silêncios que constroem a carga dramática do novo álbum. E isso só foi possível porque, em 2013, com a relação entre cantora e produtor amadurecida, Marcia pôde se entender naquele novo universo. E com clareza tanta que foi capaz de se colocar (e de se expor) como nunca havia feito antes, ao ponto de escrever ela mesma quase metade do repertório do disco.

As cinco canções assinadas por Marcia Castro em “Das Coisas que Surgem” têm letras do poeta Arruda – conhecido por parcerias com artistas como Alzira Espíndola e Gustavo Galo, entre outros. O processo de criação dos dois partiu sempre de conversas casuais. Arruda tinha o hábito de me mandar e-mails depois dos encontros. Eram e-mails-poemas, com métrica musical bem delineada. Na maior parte das vezes, Marcia trabalhou sobre essas mensagens.

O primeiro desses e-mails a ganhar música foi “O Amor Tem Dessas”. Tudo começou depois de uma conversa sobre um tema tão banal quanto inevitável: o amor – que, aliás, permeia quase todo o disco. O que nasceu para se tornar um ijexá acabou se transformando, depois das interferências de Amabis, em um gênero híbrido, que concilia bolero e dub, arrocha e jazz.

Também foi assim que aconteceu com “Beijos de Ar”, expressão de despedida que Arruda sempre usava nas trocas de e-mails. Depois de musicar um desses e-mails, juntar com outro que parecia continuação do mesmo assunto, estava pronta a primeira parte da música. O resto surgiu depois, a partir de conversas complementares. Gui Amabis construiu um arranjo com samples de cordas que traz a dimensão de uma grande saudade, tema da canção.

“O que me Move” também surgiu das mensagens de Arruda. Marcia criou uma pasta onde guardava os diálogos virtuais com o parceiro e encontrou por lá esse poema. A ideia de que “o que nos move é o que nos falta” incendiou a imaginação da cantora. Ela decidiu defender a teoria que algo que nos falta pode ser motor para uma transformação. “Falta” pode ser mais vida do que morte.

“Atalhos” e “Sem Mistério” vieram de outra maneira. Marcia criou tudo junto: melodia, harmonia e letras. Arruda acrescentou versos nas partes C de cada uma delas.

“Atalhos” foi a primeira composição de Marcia para o disco e partiu da palavra “intensidade” estampada em uma almofada. É, segundo a autora, uma letra de amor intenso feita para um amor intenso – e ao mesmo tempo com a leveza necessária para ser gostoso. Amabis deu um toque de reggae à gravação.

“Sem Mistério”, Marcia afirma, trata da necessidade de sermos completamente diferentes do outro para que a vida a dois tenha uma dinâmica cheia de variações, de novidades, fugindo da monotonia assassina. Para a compositora, a maioria das pessoas busca os iguais por uma dificuldade imensa de se relacionar com tudo que pareça diferente do nosso micromundo. Ela quer fugir dessa lógica vigente e diz que só pode entender o mundo e fazer arte por tudo que é diferente do seu universo. No mais, é fim da espécie. Para tratar do tema, Amabis preparou um arranjo roqueiro e mais pesado.

O próprio Gui Amabis compôs três canções para o disco. “Um Bom Filme” inaugurou a série, ainda na primeira fase de produção, em 2010. A bateria dela foi na verdade pensada para uma outra canção, que acabou sendo descartada. Não queriam perder tudo que haviam gravado e decidiram experimentá-la como base dessa música. Encaixou perfeitamente. Convidaram Jaques Morelenbaum para gravar o cello. Marcia conta que essa é a música mais autobiográfica do disco, que revela esse novo momento, esse espaço que ela permitiu e criou para que outros universos sonoros fossem incorporados a sua própria música, com toda paz, tranquilidade, intensidade e riscos que esses momentos de mudanças sugerem.


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“Esculacho”, também de Amabis, arrebatou a intérprete logo na primeira audição. Para ela, os versos simples e certeiros chegam fundo nos sentimentos de desencontro e separação. A música, que já funcionava com acompanhamento simples de violão, seguiu por esse caminho enxuto, com poucos elementos soando, assegurando assim que a força daquelas palavras não se perdesse.

Parceria de Amabis com Lucas Santtana, “Partículas de Amor” foi escrita especialmente para esse disco. O arranjo evidencia a natureza solar dos versos, com um papel preponderante da guitarra de Juninho Costa no swing da base, revelando a música mais baiana de “Das Coisas que Surgem”. Fã do trabalho de Lucas, Marcia pôde ter no álbum alguém que, como ela, apresentasse outro viés da Bahia musical contemporânea, tão diferente dos clichês de mercado.

“Mau Caminho” tem música de Arnaldo Antunes e letra de Alice Ruiz. Marcia queria a presença dessa dupla do novo trabalho – sobretudo pelo universo urbano e concreto tão característico da obra do ex-titã, já que também era esse o caminho que se apontava para o disco que ela própria estava construindo.

Também aprontadas em 2010, “Três da Madrugada” e “Na Menina dos meus Olhos” são as outras duas canções não autorais do álbum. A primeira é um poema de Torquato Neto que ganhou música de Carlos Pinto e foi lançado por Gal Costa em um compacto de 1973, encartado no clássico livro “Os Últimos Dias de Paupéria”. A solidão que transborda do poema era então vivenciada por Marcia Castro em seus tempos iniciais de São Paulo, cidade para onde ela havia se mudado dois anos antes e na qual vive até hoje.

Primeira faixa produzida para “Das Coisas que Surgem”, “Na Menina dos meus Olhos” foi também o single que apresentou o álbum ao mundo, assim que foi disponibilizado para download gratuito no site do Natura Musical. Trata-se de uma música do carioca Monsueto Menezes (1924 – 1973) com versos acrescentados pela brasiliense Flora Matos. A faixa se transformou em um ska e ganhou participação vocal da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade.

Parece evidente, “Das Coisas que Surgem” é fruto não só de um processo de amadurecimento, mas também de mergulhos profundos no passado. Marcia abriu de novo uma porta que estava fechada desde seu primeiro show, quando tinha 18 anos. Ainda morava na Bahia e tinha coragem de mostrar em cena as canções que escrevia. Aquelas nunca foram gravadas e seguem como inéditas, por ora. Talvez se juntem às ainda mais novas que, agora, não param de entrar pela porta recém- aberta. É isso. Quebrou, não tem mais jeito.

Texto:  Marcus Preto

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Marcelo Perdido (2014 – Lenhador)

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Um som difícil de definir, sua músicas acaba transitando entre o folk e o tropicalismo. Escreve músicas sobre jovens adultos, normalmente perdidos.

Em 2014 foi apontando ao lado de SILVA, Apanhador Só e Lucas Santtana, como uma das grandes surpresas da nova música Brasileira pela revista Vogue Portugal.


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Seu Primeiro trabalho se chama Lenhador, um disco com 12 músicas, classificado como ótimo por diversos blogs especializados. Produzido em Los Angeles por João Erbetta (Los Pirata/Jeneci) e em São Paulo por Felipe Parra, têm participações especiais como a de Laura Lavieri e o baterista americano Pete Curry.

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O Brasil que o Brasil não conhece!