DJ 440 (2011 – Nordeste Independente)

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DJ 440, um dos DJs mais atuantes do Estado de Pernambuco está de volta e apresenta “Nordeste Independente”, um mixtape que passeia por diversas vertentes da música nordestina através de artistas, em sua maioria não tão conhecidos do grande público. A idéia é mostrar a riqueza e a peculiaridade dos ritmos do nordeste do Brasil, com um pé no passado, relembrando grandes mestres como Jackson do Pandeiro e Luís Gonzaga, e outro pé no futuro, mostrando um pouco da produção atual, apresentando novas bandas, a exemplo do Quarteto Olinda, Maciel Salú e Alessandra Leão.

Nordeste Independente mostra um pouco da riqueza e a peculiaridade dessa região do Brasil , sob a visão do DJ, que mais uma vez se reinventa e apresenta uma dançante sequência de ritmos.

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Macumbia (2015 – Macumbia)

capa macumbiaMacumbia é uma banda híbrida sul-americana, que mistura ritmos caribenhos com os tradicionais brasileiros. Acreditamos na união dos povos latinos através da música, criando obras originais. Com seus integrantes de diferentes culturas e nacionalidades capazes de adicionar timbres e camadas de ambientes para criar obras originais ao público que só quer dançar ou ficar hipnotizado com a sua alegria e força em cada apresentação, por esta razão, suas letras são cantadas em Espanhol, Português e Inglês, abordando questões de todos os dias de nossos povos.

A banda nasceu em 2012, na litorânea João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, famosa por sua sonoridade rica culturalmente.

Já em 2013, lançou seu primeiro álbum “Chuta Que é Macumbia”; alcançando impacto significativo sobre o movimento de bandas independentes do Brasil, sendo reconhecida pelos melhores blogs de música em toda a América Latina e Europa, como o Garage Membro Blogs, Liszt MTV Brasil, Rebel Sounds, e o mais famoso do Brasil chamado Amplificador na lista dos 20 melhores álbuns brasileiros para download gratuito.

Em julho de 2014 criou uma página na Rede Social Facebook, e conta com mais de 2000 fãs de todo o mundo.

Atualmente estamos em fase de finalização do nosso segundo álbum chamado “Carne Latina”, disco que, mesmo sem ter sido lançado, já está sendo jogado e explorado na maior parte de nossas apresentações/ shows e sendo extremamente aceito pelo público. Todas as músicas foram criadas com um único propósito: fazer com que a felicidade chegue aos ouvidos, infectando o coração, cintura e pés de passaportes, fronteiras e culturas distintas. Tudo isso só foi possível com a evolução da Banda neste processo de criação das músicas e surgiu a possibilidade de expandir o grupo, agregando músicos da Amazônia, Paraíba, Venezuela e Norte- Americano. E se for pra misturar, que seja música e dança.

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Inquérito (2014 – Corpo e Alma)

Inquérito - Corpo e Alma CapaComposto pelo líder e fundador, o MC, compositor e professor de geografia, Renan Inquérito, o grupo conta com o backing vocal Pop Black e Dj Duh.

Muito bem acompanhado, o grupo reuniu expoentes do rap nacional como os paulistas Emicida, Rael da Rima e KL Jay. Autores fora do eixo Hip-Hop também assinam parcerias no álbum, como Arnaldo Antunes, Ellen Oléria, Alexandre Carlo (Natiruts), Quinteto Brassuka, entre outros.

Os fãs puderam sentir o espírito do disco na música “Corpo e Alma”, que foi escolhida como tema de estreia num videoclipe que revela os bastidores do estúdio de gravação. Lançado no início de setembro, o vídeo que conta com participação de Emicida já possui mais de 250 mil visualizações.

Com forte engajamento social, Inquérito transcende sua missão musical e usa o poder das palavras para interferir e transformar. Além de MC e compositor, Renan é educador e realiza oficinas de literatura na Fundação Casa que são inspiradas pela poesia que vem das ruas.

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Alessandra Leão (2015 – Aço EP)

capa-rgb-logo2-1024x1024Aço por Chico César

Neste ‘Aço”, todas as canções (cinco) remetem ao corpo vivo que recusa a condição de robô e se rebela pela dança reivindicando sua materialidade e animalidade. Um corpo-limite, reduto do indivíduo e sua autonomia de quem lava o corpo de lã e corre com pata de bicho e nada até “estancar o ar”. Aí em companhia de Dona Odete de Pilar, cirandeira paraibana. A presença de elementos da cultura popular nada traz de ‘folclore’, nada tem de ‘naif’. Sem ingenuidade, é manifestação de autoreconhecimento no território seu, de pertencimento mas não de aprisionamento. É estímulo ao voo e negação de gaiola.

Esse corpo de lã de aço e subjetividade escrevendo-se no espaço mundo espicha-se, desdobra-se, revoluteia, prolonga. Na própria sombra. O que não sou eu ainda é impressão minha a dançar comigo e apesar de mim: a sombra, minha sombra. Assombra-me e ao outro. Esse que me segue ou a mim se antecipa sou eu, no corpo ou no pensamento, no gesto, no sentimento. É, sou.

Cavalo de si mesma, Lady Alê é ela mesma cavaleira que reivindica sua condição de mensagem e mensageira. Sem intermediários. E assim se transporta, se carrega explicitamente sem sela em “Acesa”. Fortíssima ainda a metáfora da Godiva metamorfoseada (ou metaformoseada?) em Ícaro noturno, centauro lunar. Fortíssima e bela.

Ao fim, que sugere imediato recomeço, o vertiginoso “Mergulho” na quebrada das ondas onde nem sereia nadava. Território do improvável só acessível a quem se atira no abismo. A quem se abisma, cisma de ser si mesmo e desamarra o pano que amarra a idéia. Um desatar-se, um autoderramamento. Cada tropeçar, cada levantar aí torna-se passo de dança que as guitarras cigarras acompanham em voo livre…

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André Sampaio e os Afromandinga (Desaguou)

capaNo álbum “Desaguou”, André Sampaio & Os AfroMandinga apresentam um encontro entre Rio de Janeiro, Mali, Burkina Faso, Lisboa, Moçambique e Olinda com participações nacionais e internacionais: Vieux Farka Touré (guitarrista e filho de Ali Farka Touré / Mali), Cacique 97 (Portugal / Moçambique), Manjul Souletie (Estúdio Humble Ark / Mali), Sekou Diarra (Burkina Faso), Assaba Drame e Fatim Kouyate (Mali), Terrakota (Portugal), Grupo Bongar e Nilton Junior (Olinda/PE), BNegão e Karla da Silva (Rio de Janeiro) são grandes nomes da música mundial que contribuem, de forma maestral, para a construção desta ponte a qual André se dedica: unir tradição e modernidade, africanidades e brasilidades através do som.

As composições e arranjos proporcionam ao ouvinte viver essas experiências, que vão além de percepções sonoras. E é justamente aproximar os dois lados desse Atlântico negro a proposta do guitarrista, lançando olhar sobre um caminho aonde Brasil e África possam estar mais próximos.

Com produção musical assinada pelo próprio André, “Desaguou” conta com 11 faixas, sendo 9 autorais e 2 versões de Nelson Cavaquinho e Jorge Ben, fincando de vez a bandeira tupiniquim carioca na conexão com a terra mãe. Tudo feito com muito cuidado e capricho, contando ainda com o luxuoso auxílio de Manjul Souletie, Buguinha Dub, Pedro Pedrada (Ponto de Equilibrio) e Thiago Alves na co-produção, cada um somando com o melhor dos estilos que trabalham e que compõem o álbum.

A mixagem ficou a cargo de Buguinha Dub em 8 faixas, o disco assim ganhando uma aura e atmosfera psicodélica dos anos 60 e 70, devidamente adubados e com texturas muito orgânicas, sem deixar de soar atual. André foi ao Studio Mundo Novo, em Olinda, para acompanhar de perto e interagir com esse processo tão importante na busca da sonoridade do álbum . As outras 3 faixas foram mixadas por Marcos Caminha, o mesmo que mixa o DVD “Juntos Somos Fortes” do Ponto de Equilíbrio.

A arte do disco ficou a cargo de Ananda Nahu e Izolag Armeidah, da Firme Forte Records. A partir de um mergulho no universo sonoro e poético do disco, os dois artistas traduziram maestralmente em pinturas e gravuras esses ambientes, pontes e encontros musicais que “Desaguou” propoe. A arte da capa, encarte e do poster trazem essa linguagem psicodelica setentista, muito atual tambem, que utilizamos pra ilustrar nosso site.

O disco foi lançado recentemente no Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro. Com a casa cheia e uma festa que sacudiu as estruturas, o lançamento do disco já chegou dizendo ao que André e Os AfroMandinga vieram, espalhar e contagiar o mundo com essa fusao original Brasil – África.

A faixa “O Que Fazer?” acaba de ser lancada na compilação “Rise of The Troubador Warriors – Tropical Grooves & Afrofunk Vol.3″ do coletivo Paris DJs, da França, um dos mais importantes do mundo. Além de ser a única faixa de um artista Sul-Americano, a faixa também já vem sendo tocada em programas de Afrobeat e Worldmusic mundo afora, sendo o disco “Desaguou” eleito “album da semana” do programa Radio Mukambo, da Radio Groovalizacion (Espanha/ Belgica).

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Wado (2015 – 1977)

1977Wado é o nome artístico de Oswaldo Schlikmann Filho, cantor e compositor brasileiro de música popular, nascido em Florianópolis e radicado em Maceió desde os oito anos de idade.

Com mais de dez anos de estrada, Wado traça caminho sólido e estilo musical com referências de samba, rock e de inúmeras variantes da MPB. A discografia vigorosa e elogiada por público e crítica combina composições autorais e parcerias com Zeca Baleiro, Marcelo Camelo, Chico César, Momo, Lucas Santtanna, Fernando Anitteli e tantos outros. Wado também já foi gravado por Marcos Valle e Maria Alcina.

Agora, ele brinda seu público com um novo disco: 1977.

Wado, 1977
O norte sem norte: o não se repetir. O novo disco de Wado segue na contramão do anterior, Vazio Tropical, e tem uma abordagem mais expansiva nas canções, usando a linguagem do rock. A estética, inclusive, se coloca antes dos conteúdos: os arranjos mandam nas canções. O disco traz esse espírito sem fronteiras do rock’n’roll e contém sotaques do mundo, que estão nas vozes de convidados do Uruguai, Alemanha, Portugal, Brasil e Argentina.

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China (2014 – telemática)

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Acho que não é muito normal escrever o release do próprio disco, né?

O natural é que essa apresentação seja feita por um crítico musical, um músico ou um escritor. Mas, dessa vez, eu mesmo queria contar as histórias por trás das canções de telemática, o quarto álbum que lanço na carreira solo, que começou com o epum só (2004), e seguiu com os álbuns simulacro (2007) e moto contínuo (2011).

Em geral, primeiro escrevo a letra em forma de poema, depois vem a música. E como sou péssimo instrumentista, já com a memória um pouco avariada, vou compondo e gravando tudo no computador.

Na pré-produção desse disco, gravei todos os instrumentos, contando claro, com a ajuda da tecnologia para deixar as coisas mais claras para quem veio depois. E quem veio depois? Os meus amigos músicos. Esses caras foram dando ideias, gravando novos arranjos para as músicas e até me incentivando a aproveitar minhas gravações toscas. Por isso, nas músicas detelemática sempre tem algum instrumento tocado por mim. Gravei a maior parte desse disco na minha casa, e o que tenho é um quartinho minúsculo, com um equipamento de som modesto, mas que quebra um galho danado.

Gosto de trabalhar desse jeito e só fui para um estúdio profissional quando precisei de uma turma com mais preparo e equipamentos do que eu. O resultado dessa bem-vinda colaboração coletiva você confere neste álbum.

Agora, te dou uma breve descrição das músicas de telemática.

“arquitetura de vertigem” foi composta em 2010. A frase “recife alcança um céu de concreto armado…” me veio à mente quando percebi que, do prédio para onde eu tinha acabado de me mudar, dava para ver construções semelhantes brotando em outros bairros. O texto que abre a faixa é do jornalista e escritor otto lara resende e foi extraído de uma entrevista que ele deu nos anos 70, quando já se falava da verticalização das cidades. O clipe, que recebeu ótimas críticas, foi selecionado para o festival internacional de videoclipes de paris e para o festival de brasília, em 2014.

“choque pesadelo” nasceu de um papo com o blogueiro e parceiro dos tempos de mtv, pc siqueira, que é um fenômeno de views e likes nas redes sociais com seus vídeos. Fiquei pensando em como a vida dele se dividia entre o real e o virtual. Essa música tem a participação de ilhan ersain (wax poetics) tocando saxofone. Quando comecei a trabalhar em “panorama”, eu tinha apenas o refrão, que lembra uma pegada, vamos dizer assim, mais jovem guarda. Deixei de lado e comecei a compor outra coisa, que acabou virando a primeira parte da música. A letra veio depois, inspirada nas canções de erasmo carlos. Panorama foi lançada como single e ganhou um clipe em formato vídeoletra colaborativo, aberto na internet, com participação dos fãs.

O que eu mais curto em “memória celeste” é o beat eletrônico. Parece que foi tocada por um baterista mesmo e não programada no computador. Jorge du peixe (nação zumbi) já apareceu no estúdio com a letra pronta e sua voz de trovão. O cara ainda deu ideias para o arranjo geral e gravou uma escaleta. “o céu de brasília” tem o baixo de felipe s. (mombojó), que amarra e dá todo o balanço da canção. Fui fazer um show por lá, acordei cedo e saí para andar pelo jardim do hotel. Olhei para cima e constatei que aquele era o céu mais bonito que eu já tinha visto.

“cores novas” é uma parceria com a cantora cyz e o guitarrista andré édipo. Ele chegou com a música, eu tinha a letra, e ela colocou a melodia. Criamos uma espécie de bolero combinando com o poema. Essa faixa tem a participação de luzia lucena e sofia freire, duas jovens cantoras do recife.

Um dia a cantora e atriz karine carvalho me mostrou um pedaço de letra e pediu que eu completasse. Acabei compondo a música também. “outra coisa” só não tinha nome ainda. Eu mandava as várias versões e karine sempre dizia: “se liga que isso é outra coisa”, e assim a canção foi batizada. Quando fomos gravar para valer, achei que a “voz guia”, que eu havia registrado em casa há anos, tinha ficado com muito mais emoção, e decidi deixá-la. Mais vale uma boa interpretação do que todos os recursos tecnológicos disponíveis.

“qtk 63 kaiowa” é uma música instrumental que foi composta por mim e meu irmão, bruno ximarú. Apesar da insistência dele, nunca achei que devia colocar letra, soava mais como trilha de filme.convidei rodrigo lemos e diego plaça (a banda mais bonita da cidade) para fazerem um coro como se fosse um canto meio indígena, meio gregoriano, e lucas dos prazeres gravou as percussões, que segundo ele, remetem aos barulhos da mata e à forma mais tribal de composição musical.

“telemática” é a faixa que dá nome ao disco e surgiu do texto “a fábrica”, do filósofo tcheco vilém flusser. Fala da relação do homem com a máquina, das fábricas com o homem. Lembro que tinha comentado sobre o disco novo com hd mabuse, um dos mentores de chico science, e o cara me mandou esse texto, que acabou me ajudando um bocado na concepção do álbum inteiro. Outro que colaborou com essa faixa, e também com o disco, foi o pesquisador de engenharia de software e referência brasileira no assunto sílvio meira.

“em “subintenções”, criei a base rítmica da canção, usando a bateria de um jeito diferente, inspirado na performance do baterista do can – banda de rock experimental alemã dos anos 70. O baixo que pj (jota quest) gravou só contribuiu para o groove ficar mais sincopado. “realinhar” foi lançada primeiro no mais recente disco do jota quest, funky funky boom boom, e é uma parceria minha com os caras. Resolvi lançar também a minha versão por lembrar que, na época da tropicália, era natural existirem várias interpretações para uma mesma música, como aconteceu com a clássica “baby”.

“olho de thundera” é a música que foi composta de forma mais rápida e também mais demorada. Explico: a música ficou pronta em meia hora, mas levou seis anos para ser, de fato, terminada. Numa jam session com minha banda, yuri queiroga puxou o riff de guitarra e logo vieram a letra e a melodia. Talvez por ter nascido prematuramente, ela ficou guardada por todos esses anos. Na gravação das bases desse disco, yuri iniciou o mesmo riff, demos um tempo na faixa que estávamos gravando, e, como antes, em 30 minutos a música estava pronta.

A faixa mais curiosa desse disco é “frevo morgado”, feita por mim e andré édipo para disputar um concurso de frevo. Encontrei, depois de um tempo, um dos organizadores e comentei que a composição era boa, mas não tinha ficado entre as finalistas. Quando falei o nome da música, fui interrompido de imediato: “china, como é que tu inscreves uma música com esse nome num concurso de frevo? A galera quer frevos pra cima e não frevos morgados”. Se para um concurso não era um título adequado, para um disco ficou ideal. As participações de vitor araújo, vinícius sarmento, públius e deco trombone só deixaram esse frevo mais bonito.

E chegamos ao final das 13 faixas que compõem telemática, meu quarto álbum solo, feito com recursos próprios e muito esforço. Ser artista independente no brasil só tem graça se for assim, com suor, perseverança e paciência para aproveitar tudo no tempo certo.

Por: china

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