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Banda Black Rio (2011 – Super Nova Samba Funk)


Após 10 anos a Banda Black Rio lança novo CD de canções inéditas na Europa, mesclando diversas vertentes da música negra como o funk, o soul, o hip hop, o samba, a bossa nova e o jongo. O trabalho reúne grandes expoentes da música brasileira como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Seu Jorge, Mano Brown, Elza Soares e César Camargo Mariano.

Supernova Samba Funk. Por definição, o termo supernova representa uma explosão cósmica com poder de destruição e renovação. O nome escolhido para o novo CD da Banda Black Rio reflete a boa fase do grupo e injeta novos ares à música brasileira, especialmente a de origem negra, com a reunião de grandes nomes da cena, com seus diferentes estilos, públicos e discursos.

O disco, que sairá no Brasil no segundo semestre de 2011 pelo selo Cosa Nostra, do Racionais MC’s, será lançado na Europa e no Japão pela gravadora Far Out, que traz em seu catálogo trabalhos de artistas como Azymuth, Marcos Valle, Milton Nascimento e Arthur Verocai. O álbum, que será lançado no exterior no começo de julho, reúne 16 músicas inéditas da Banda Black Rio. Na versão que irá para as ruas no Brasil, o disco conta com 34 faixas, incluindo “Águas Sábias”, com participação de Chico César, e “Mente do Vilão”, que reúne Mano Brown, Don Pixote e Dú Bronk’s.

O trabalho reflete a trajetória da Banda Black Rio, somando a sonoridade da década de 70, com a fusão de funk, samba e soul que sempre caracterizou a banda, à outras influências, como o hip hop e a bossa-nova. No novo álbum, também chamam a atenção uma preocupação poética, seja nas letras das canções bossa-novísticas, seja na poesia periférica das faixas de rap.

Destaque para as instrumentais Nove no Samba e Samba Nova, que trazem o espírito de uma Black Rio setentista com tendências futuristas do funk samba. Já Irerê resulta de uma mescla de jongo e candomblé, homenageando os orixás em uma poesia que soa como um mantra nas vozes de Gilberto Gil e William Magalhães, que dividem a canção. “Foi um prazer gravar para o disco da Black Rio. O bacana é que ele já estava cantando bonito. Não precisava da minha voz”, disse Gil, elogiando o trabalho de Magalhães, que integrou a banda do ícone baiano por vários anos.

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Banda Black Rio (1977 – maria fumaça)

Banda Black Rio é um grupo carioca formado em 1976 pelo saxofonista Oberdan Magalhães pelo trompetista José Carlos Barroso (Barrosinho) juntamente com o guitarrista Claudio Stevenson, o baterista Luiz Carlos Batera, o baixista Jamil Joanes, Lucio Trombone e o tecladista Cristovao Bastos com repertório fundamentado na música funk misturada com sambajazz e ritmos brasileiros.

A idéia surgiu a partir do produtor Don Filó, na época contratado pela WEA Discos (Warner/Elektra/Atlantic) que pilotava o sucesso fonográfico das equipes de som com os parceiros Alcione Magalhães (irmão de Oberdan Magalhães) e Nirto Promoções (primo de Don Filó). A equipe Soul Grand Prix, que liderava as vendas de disco pelo movimento black resolveu inovar no lançamento do seu segundo LP pela WEA, criando em 1976 uma surpresa. Don Filó convenceu a cúpula da gravadora (Andre Midani e Mazola) a incluir uma faixa instrumental da música “Juju Man” do grupo alemão “Passport” no novo LP da Soul Grand Prix. Oberdan Magalhães foi arregimentado para montar o grupo que teve como base o grupo “Azimuth”, além dos saudosos Oberdan Magalhães, Barrosinho e Marcio Montarroyos. Com um swing samba/funky/Brasil, a música foi um sucesso nas pistas de dança black. Estava aberto o caminho para a criação da Banda Black Rio, que envolveu Luis Carlos (bateria e percussão), Barrosinho (trumpete), Lucio (trombone), Claudio Stevenson (guitarra), Jamil Joanes (baixo), Cristovão Bastos (piano). A produção do primeiro álbum foi do produtor Mazola, cabendo a Don Filó a coordenação artística e concepção de repertório, juntamente com Oberdan Magalhães.

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