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Bangalafumenga (2004 – Vira-Lata)


No dicionário, Bangalafumenga quer dizer um indivíduo sem importância, um “João Ninguém”. Na tradição do nosso samba, era o nome dado às casas do Rio Antigo que abrigavam as batucadas, numa época em que carregar um violão ou batucar era caso de polícia. Como os tempos são outros, hoje, com o Bangalafumenga na área, a festa está liberada, o surdo bate forte sem medo do delegado e a casa recebe seus convidados de portas abertas.

Fundado pelo poeta Chacal, Bangalafumenga nasceu como bloco de carnaval no verão de 98, Rio de Janeiro, e foi aos poucos ganhando seu espaço, conquistando a simpatia do público e respeito de nomes consagrados da nossa música. Já dividiu palco com artistas como: Nei Lopes, Zélia Duncan, Fernanda Abreu, Marcelo D2, Roberto Frejat, Seu Jorge, Paula Lima, Walter Alfaiate, Adriana Calcanhoto, Pedro Luís e a Parede, entre outros.

O grupo segue na vanguarda dos blocos de rua e se destaca por apresentar um repertório autoral, uma bateria formada em casa e a experiência de 10 carnavais muito bem brincados. Com o sucesso do carnaval, os principais integrantes ficaram motivados a seguir com o trabalho durante o ano, fazendo shows com uma formação reduzida, mas sem perder a sonoridade e a característica festiva do bloco.

O Bangalafumenga tem sua própria sede, o Casulo das Artes. Lá oferece oficina de percussão na qual os quatro diretores – Rodrigo Maranhão, Thiago Di Sabbato, André Moreno, Dudu Fuentes – ensinam as técnicas dos instrumentos de bloco, como surdos, repiques e tamborins, para explorar toda a diversidade e riqueza dos ritmos brasileiros, como o Côco, a Ciranda, o Maracatu e o Samba. Os alunos da oficina compõem a bateria do bloco no carnaval.

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