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Circo Vivant (2012 – Afroamericalatinidade)

Afroaméricalatinidade é um neologismo criado para denominar uma concatenação de sentimentos e sonoridades presentes nas dez (10) faixas produzidas pelo Sonic Jr, que compõem o primeiro disco da banda Circo Vivant. Trata-se não apenas de um título, mas sim de um termo que deve ser associado a todo o universo que permeia os retratos existentes em cada canção, em cada balanço.

É música para dançar e sentir.  Nas letras, o grupo procura apresentar cenários que poderiam ser vividos por jovens senegaleses na periferia de Dakar, ou por garotos sedentos por diversão em algum lugar do Nordeste do Brasil, minuciosamente banhado pelo Oceano Atlântico. Neste caso, mais especificamente, na cidade de Olinda, nos bairros de Rio Doce, Casa Caiada e Jardim Atlântico. Separados por esse oceano, nossas veias não são tão distintas.Com forte influência de escritores como Eduardo Galeano (As veias abertas da América Latina) e Carlos Castañeda (A erva do diabo), as melodias vocais sedem ao suingue do funk/soul americano, mas não perdem o gosto do tempero quente do tango e do bolero, como pode ser conferido em canções como “Lágrimas no Central” e “Bolero de Jardel”. Para compor a sonoridade deste primeiro disco, a banda se debruçou sobre a relação nítida entre ritmos afro americanos, como na semelhança evidente na cadência percussiva do forró e do ska, presente em músicas como “O Brilho” e “O Mesmo e o Novo”. Além de apostar na energia dos solos de cordas presentes no rock e no frevo, bem misturados para compor uma balada dançante chamada “Moda pra Zé Pereira”, uma homenagem ao espírito quase espartano que acomete o pernambucano durante os dias de Carnaval.

De fato, após oito anos de casulo, com o lançamento do seu primeiro disco, a borboleta Circo Vivant alça voo com energia de sobra. Dispostos e com qualidades bem vistas pelo mercado da música alternativa, como desapego a rótulos e uma sonoridade simples e original, a banda busca deixar de forma clara e despretensiosa sua mensagem: Discutir o nosso conceito de latinidade e revisitar a nossa formação afroamericalatina.

Saravá.

Dáumload

Circo Vivant (2009 – Bipolar)


Em seu segundo trabalho a banda circo vivant traz na bagagem a carga do groove e da música popular brasileira. Porém, em “Bipolar”, a banda apresenta um som mais encorpado e como já sugere o titulo do disco, uma variação de texturas rítmicas ainda mais pulsante.

Esse é o primeiro registro feito pelo quarteto olindense após a reformulação feita em 2008. Entre outras mudanças, a mais nítida e que transformou o som da banda foi á entrada do cantor e compositor Petruchio, assumindo os vocais e a percussão. Um dos destaques desse disco sem dúvidas é a música que abre a bolacha. “Buena Vista” começa com os dois pés na porta mostrando toda a vitalidade sonora da Circo Vivant.

Em “Rosa dos Ventos” a banda apresenta a cadência mais marcada do samba, mas com a assinatura da banda. Outro destaque está na canção “Um Bem”, um ska com uma cara de Olinda e de refrão marcante. Ela também aparece como faixa bônus do disco, “adubada” e mixada por Buguinha Dub, Um dos mais importantes pesquisadores e selecionadores de som dessa geração.

Buguinha já trabalhou com artistas como Céu, Instituto, Eddie, Mundo Livre S/A e Nação Zumbi.

Enfim nesse EP a banda nos apresenta um aperitivo daquilo que tem capacidade de produzir. Agora é curtir e esperar o que vem por aí.

1. Buena Vista (5:03)
2. Rosa Dos Ventos (6:08)
3. Energia (4:32)
4. Um Bem (4:25)
5. Transcendental (5:04)
6. Um Bem (adubado por Buguinha Dub) (4:30)

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