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Clara Valente (2014 – Mil Coisas)

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“Posso fingir ser uma mas eu sei que não me satisfaz”.

Meu álbum de estreia Mil Coisas é a síntese das mil coisas que tenho a dizer, dos mil sons que tenho a mostrar e das mil vozes que tenho para cantar. Ele abre com a faixa-título Mil Coisas (Clara Valente/Rafael Gryner) que fala das mil mulheres que moram dentro de cada uma de nós e de como os homens não as entendem.

A segunda música, “Encanto” (Clara Valente/Diogo Cadaval), faz uma leitura da lenda da Iara, sereia de água doce, símbolo de mulher forte e sedutora presente no folclore brasileiro.

“Quis Acreditar” (Clara Valente/Leandro Jardim) descreve as diversas idas e vindas de um relacionamento. Foi uma longa história de dois amigos muito próximos que acompanhei bem de perto. Essa música recebeu um arranjo especial da Clarice Assad.

“Deixa de demora” (Clara Valente/Pedro Mann) fala de uma paixão platônica entre duas pessoas que nunca se relacionaram. É a música mais “amorzinho” do disco e a única que mostra um lado feminino mais frágil.

“Vou sem perguntar” (Clara Valente/Rafael Gryner/Leandro Jardim) descreve um momento reflexivo e de mudança. Primeiro a gente nega o novo, depois a gente diz sim e no final a gente se joga! Ou pelo menos tenta… Hehe!

“Pra te encontrar” (Clara Valente/Jam da Silva/Mauricio Pacheco) é a música mais despretensiosa do disco. Ela é o que ela é. Sensual, leve, gostosa de ouvir e de cantar e foi composta nesse clima por nós três.

“Feminina” (Joyce Moreno) é a única releitura do disco e escolhi ela por várias identificações com a canção e com a compositora. Mil Coisas é um disco que fala das questões e dos pontos de vistas da mulher e a Joyce foi uma das primeiras compositoras brasileiras a escrever no eu-lírico feminino.

“Se eu falo…” (Clara Valente) fala dos encontros e desencontros de um casal e da alma indecisa da mulher. Ela quer, mas de repente não quer e talvez queira depois… Ah, sei lá.

“Um dia de sol” (Clara Valente) foi a primeira música que compus na vida e foi nela que me descobri compositora. Mostra o lado rancoroso da mulher que é deixada e depois quer dar a volta por cima. E de fato consegue!

“Ao cais” (Clara Valente) é uma canção que fala dos meus sentimentos após um término de um relacionamento amoroso que vivi há cinco anos atrás. Ela sempre teve uma pegada dramática de tango. Quando começamos a gravar o álbum resolvemos ir até Buenos Aires gravá-la da forma mais porteña possível, com instrumentistas argentinos e arranjo de Pablo Gignoli (integrante da Orquestra Típica Fernandez Fierro).

Clara Valente
Janeiro/2014

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