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De Leve (2008 – De love)

De Leve: inovando, incomodando e subvertendo o rap nacional!

“De Love” é, sim, um álbum de amor, mas acima de tudo de um sentimento que brinda à liberdade; seja de misturar, inovar, experimentar… O rapper adotou propositadamente um visual cafajeste satírico, num misto de crooner de churrascaria com rapstar gringo ostentador de jóias e dono de péssimo gosto. A cara de pau e o discurso, hoje, tido como politicamente incorreto aparecem nas agitadas “O Quê Que Nego Quer” e “Elas São Sinistras”.

O rap norteamericano pode ser constatado ao longo do disco através de batidas que reverenciam a Velha Guarda ou ainda no esculacho no uso exagerado do Auto-Tune tão em voga com os astros de hoje na reggaeton “Minha Maluca”.

Não só a ironia é presença tradicional nas letras de De Leve, a acidez cutuca e reflete a realidade, como em “Dinhêro” e “Quer Dançar?” (a única que o rapper não assina a produção, e sim Voltair, a mixagem e a masterização são de Bruno Marcus).

Com suas batidas dançantes, tiradas inteligentes e sarcasmo afiado, De Leve vai conquistando seu espaço, inovando, incomodando e subvertendo o rap nacional. Não gostou? Os incomodados (e retrógrados) que se mudem!

Ricardo Tibiu

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De Leve (2003 – O Estilo Foda-se!)

40 - De Leve
O ponta pé inicial foi dado em 2000, quando De Leve ajudou a fundar o extinto coletivo “Quinto Andar”. Mas a primeira aparição de fato foi feita em uma coletânea da revista Trip “Zoeira HipHop” com a faixa “Eu Bolo”, também em 2000. No ano seguinte gravou o EP “Introduzindo… De Leve” e disponibilizou o registro na internet, assim como outras faixas (hoje, absolutamente cults) como “A Lenda” e “As Aventuras de Jack Binsk”. Pouco tempo levou para as músicas circularem nos mais remotos computadores do Brasil.

Em 2003 lançou outro EP chamado “O estilo foda-se” que foi lançado também independente – em CD e na internet – (“Tomba Records”) e que correu os ouvidos das pessoas bem rapidamente que, não à toa, interessou a alguns selos e gravadoras, e que foi negociado e lançado um LP posteriormente pelo selo “Segundo Mundo” de Dudu Marote com o mesmo nome: “O estilo foda-se” (Tomba Records/Segundo Mundo).

Pronto: ganhou de assalto a mídia: Foi capa do Segundo Caderno do Globo, ganhou destaque no JB pelo Tárik de Souza, e destaque de vários jornais no Brasil; gravou um clipe para a música “É ming”, participou dos programas de tevê como Altas Horas (Globo), Gordo a Gogo (MTV), Atitude.com (TVE) e Noite Afora (Rede TV); participou da trilha do seriado global Cidade dos Homens com duas músicas, no longa “Ódiquê?” e mais recentemente, teve uma música sua como tema de abertura do programa Brasil Total no quadro “Mercadão de Sucessos” no Fantástico.

De lá pra cá foi convidados para participar de coletâneas: Mix France-Brasil – Expressões Urbanas; Smoking HipHop; Agacê – Todos Ouvidos e Selo Instituto – Coleta Seletiva e fez participação nos discos de: Veiga e Salazar – Ontem já era, Flu – No Flu do mundo, Voltair (França) – A hora do Brasil, Nervoso – Lembranças das minhas saudades – remixes memoráveis, SNZ, Voltair (França) entre outros.

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