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Eek (2010 – Fantasia de equilibrista)

Aquela velha história de amigos que se juntam para formar uma banda continua a ser contada com uma simplicidade que afasta os clichês. Com a banda alagoana Eek não é diferente: Diogo Braz (voz e guitarra), Christophe Lima (bateria), Wagner Sampaio (guitarra e voz) e Leo Almeida (baixo), formam nada mais que um grupo de amigos fazendo a música em que acreditam.

Não precisa buscar rótulos, basta dizer que a Eek é uma banda de Rock, livre da ditadura das distorções, que entende a música como uma forma de expressão, por isso seu repertório sempre foi formado apenas por canções próprias. Entre as influências da banda, estão: The Beatles; Pink Floyd; Los Hermanos; Queens Of The Stone Age; Mopho; e tudo de agradável que esses quatro camaradas possam captar.

Lançado em 4 de dezembro de 2010, “Fantasia de equilibrista”, o disco de estréia da Eek, foi premiado no edital de incentivo à produção de CDs e DVDs da Secretaria de Estado de Cultura de Alagoas e também ganhou o Prêmio Uirapuru de Música Brasileira, da revista O Dilúvio, do Rio Grande do Sul, na categoria “Melhor disco de 2010 – voto do público”. O disco foi produzido, gravado e mixado por Emmanuel Miranda (primeiro baixista da Eek), em Maceió, e masterizado pelo renomado Sergio Soffiatti (André Abujamra; Wado; OBMJ; Gram), em São Paulo. Ele traz 13 composições do vocalista e guitarrista Diogo Braz e conta com a participação especial dos músicos Philipe “Seixas” Carvalho e Peter Beresford em duas delas.

O clima do disco já pode ser sentido no material gráfico, recheado de fotos e imagens que remetem à solidão urbana, conceito desenvolvido pelo fotógrafo Aloisio Correia e trabalhado pelos fotógrafos Woulthamberg Rodrigues, Ariane Sapucaia, Renata Baracho, Nathália Nascimento, e pelo designer Tales Pugedo. A temática se encaixou naturalmente nas letras, melodias e arranjos.

“Fantasia de equilibrista”, faixa que batiza o disco, fala sobre angústias de uma sociedade individualista e marcada pela rotina; sociedade representada aqui numa metáfora de circo, onde seus membros se equilibram em cordas imaginárias para manter a sanidade. O cotidiano e os sentimentos do indivíduo sozinho na multidão repercutem em todo o disco, em letras que falam de amores desencontrados (Oh, a canção!; Paranóica), passagem do tempo (Calendários; Aquele velho Starsax; Contando as horas; Tempo), relações que desmoronam (Chegando ao fim) e questões existenciais (Farsa da dor; Minha vida de cão). “O jogo do Curinga” é inspirada no livro “O dia do Curinga”, de Jostein Gaarder, e “Onde quer que faça sentido” traz a desiludida jornada de um indivíduo que busca sentido no seu cotidiano.

É um disco versátil, que se equilibra com desenvoltura entre o calmo e o pesado, em composições simples, que convidam o ouvinte a prestar atenção nas letras e absorver a atmosfera das canções.

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