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Fernando Pellon (2016 – Moribundas Vontades)

Com um estilo peculiar de compor, Fernando Pellon provoca sentimentos em quem ouve suas músicas.

“Moribundas vontades” é o terceiro CD de Fernando Pellon, que segue construindo um raro acervo musical. O primeiro foi “Cadáver pega fogo durante o velório” (1983), o segundo “Aço frio de um punhal” (2010). De acordo com o cantor e compositor, o trabalho atual é um retorno ao projeto que deu início à sua carreira musical, com o objetivo de alcançar o resultado a que ele se propunha: a evolução estética do seu trabalho.

Quando lhe perguntam qual dos seus Discos ele considera o melhor de suas produções, ele diz que “os três discos se complementam como parte de um percurso estético em evolução”. O Disco reúne 12 composições, oito delas com letras e melodias do próprio Fernando Pellon: “Moribundas vontades”, “Na sórdida mesa de um botequim”, “Cheirando a formol”, “Samba de São Thiago (Thiago, 5 – 1,6)”, “Falsa cleptomania”, “Noites desnúpcias”, “Loucos varridos ou Torquato e Walter passeiam na rua do Aldir” e “De forma insuspeita”.

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Fernando Pellon (2011 – Aço frio de um punhal)

O compositor FERNANDO PELLON lança seu segundo CD

Algo bem diferente acontecerá na Música Popular Carioca no próximo dia 6 de dezembro, às 20 horas, no bar Cariocando, Rua Silveira Martins, 139, Catete. Marque esse acontecimento na agenda.

O poeta-compositor Fernando Pellon fará show de lançamento do seu segundo CD, intitulado “Aço frio de um punhal”. Pellon se apresentará com seis músicos, abrindo o já tradicional “Corujão da Poesia”, que acontece todas as terças no bar Cariocando.

Seu primeiro CD “Cadáver pega fogo durante o velório” foi considerado um dos melhores discos independentes dos anos 80 e ganhou o prêmio Chiquinha Gonzaga (melhores independentes de 1983), ao lado de Paulo Moura, entre outros. Hoje esse disco é visto como produto cult, cultuado por grupos de roqueiros. Nele, todas as canções são assinadas por Fernando Pellon, sendo duas delas em parceria. Além do autor, cantam no disco de estréia seu parceiro Paulinho Lêmos, Cristina Buarque, Nadinho da Ilha e o então já septuagenário Synval Silva. Inicialmente projetado para conter doze faixas, padrão consagrado no formato LP, o disco acabou saindo com nove apenas, depois de passar praticamente um ano (1983) às voltas com a Censura Federal, naquele final do período da ditadura militar.

Agora, em plena democracia, Pellon está livre para compor e cantar o que bem quiser. No show – o primeiro de sua carreira – vai se apresentar com uma banda de seis músicos. Assim, o autor volta à cena musical tirando onda. Coube ao poeta e letrista Aldir Blanc fazer o texto de apresentação desse novo trabalho:
“O extraordinário autor Fernando Pellon é o “dotô” geólogo reverenciado mundialmente. O fato é que Pellon bate bem com as duas. As violentas e belas imagens que o CD apresenta, valorizadas pelo sempre minucioso trabalha de Jayme Vignoli, são diferentes de tudo que rola por aí com a máscara de “muderno”.

Para Aldir Blanc, “música popular se faz com flores de plástico, mistura crime hediondo e mar de delícias,dejetos e desenganos, guimbas e gosmas, daltontrevisanianamente, com ecos de Nelsons, o Cavaquinho e o Rodrigues, a sombra da tuberculose rondando a Rosa da inspiração no buteco imundo, beijos e vômitos rolando com os desejaos pelos últimos degraus da vida.”

Blanc resume assim a proposta musical de Fernando Pellon: “ele move-se à vontade nesse universo de beleza infame. Na cama, no carro, no beco escuro, a carícia mais sincera às vezes vem no aço freio de um punhal.”

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