Arquivo da Categoria: Lucas Santtana

Lucas Santtana (2009 – Sem Nostalgia)

“Sem Nostalgia” desconstrói a clássica estrutura voz-violão que caracteriza seis milhões, duzentos mil e setenta e três artistas da MPB, com auxílio de pedais, filtros, diferentes microfones e técnicas, e um MPC carregado de samples do instrumento, criando arranjos belíssimos, inovadores e até mesmo algumas possíveis e inevitáveis comparações a Caetano Veloso – circa quando o personagem se limitava a ser um músico talentoso. Interpretações em baianinglês garantem um sotaque único ao som de LS, e as participações certeiras (Curumin, Regis Damasceno, uma parceria com Arto Lindsay e algumas produções do dubmaster Buguinha Dub, entre outros) garantem variedade na medida certa. Deguste e agradeça ao papai do céu, porque alguns poucos espíritos inspirados continuam a produzir música relevante em Terra Brasilis na era pré-2012.”

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Lucas Santtana (2006 – Parada de Lucas)


Lucas Santanna
é um baiano que vive no Rio de Janeiro. Apesar da metáfora ser óbvia, a referência geográfica serve para dar uma idéia de seu som, que combina o sacolejo baiano com a (pretensão de) modernidade carioca. Para além do clichê fácil, a música do rapaz é, na verdade, mais que um outro samba-do-carlinhosbrown-doido. Em Parada de Lucas (título esperto, que mistura gíria com o nome de um bairro do subúrbio carioca), a misturada de ritmos populares com verniz moderno e alguma eletrônica por cima tem a virtude da despretensão pop. Desta forma, ainda que com resultados mais modestos, Lucas também pode ser alinhado à nova turma do pop nacional que vem atualizando o suingue “de raiz” com ótimos resultados — como os grupos Instituto, Stereo Maracanã, Bonsucesso Samba Clube e o redivivo Eddie. Ou, como o próprio cantor fala, “música de preto e favelado”.

Os ingredientes da receitinha não mudam muito (samba/samba-rock, reggae, funk), os antepassados também são os mesmos (Novos Baianos, tropicalistas em geral, e mesmo o manguebit) mas o talento de Lucas para fazer músicas simpáticas faz a diferença. Com humor, o cantor elenca o funk carioca entre suas referências, põe um pé na eletrônica mais explícita (com a participação do produtor baiano André T) e outro na Jamaica (regravando Bob Marley com Punky Reggae Party). E dá certo? Até que dá, tanto nas faixas mais instintivas, “abaianadas”, como Lycra-Limão, quanto nas mais cerebrais, “acariocadas” (o remix de Tática de Machine, cruzamento de tropicalismo cabeça e Miami bass patrocinado pelo DJ Marlboro).

Fonte: CliqueMusic

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