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Marcus Manzoni (2013 – 2 Anos Depois)

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Uma biografia por mim mesmo, seja lá o que for isso…

Olá! Meu nome é Marcus Vinícius Manzoni da Silva, nasci em 25 de julho de 1988, na pacata cidade de Santiago do Boqueirão, também conhecida como “Terra dos Poetas”. A cidade fica no oeste do estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil.

Localizada a 440km da capital Porto Alegre, a “Terra dos Poetas”, apesar de levar esse nome com ares culturais e educacionais, nunca proporcionou facilidade a nenhum artista que fosse viver da arte por essas plagas. Viver da música, no interior do Rio Grande do Sul, não é tarefa fácil. Porém, ao reconhecer a mim mesmo e entender meu humilde talento, aproveitei-me de uma ideia que minha mãe teve, que foi aprender música, logo aos 9 anos de idade.

O primeiro contato que tive com “eu quero ser músico” foi através de um primo, chamado Ricardo Vivian (baterista). Meus pais levavam-me sempre para Santa Maria, onde ia visitar minha avó com certa frequência, e lá acabei presenciando alguns ensaios da banda que meu primo Ricardo era baterista, a banda Mobdick. Foi ali a primeira vez que eu disse: “eu quero ser músico”.

Minha mãe me levou a frequentar aulas com Antônio Pires, foi com ele que tive minhas primeiras aulas de violão. Como músico do folclore gaúcho, Antônio me ensinou como tocar músicas gaúchas, que passam por milongas e chamamés. Portanto, trago isso comigo desde o meu primeiro contato com o violão. A milonga e o chamamé estão em mim, são parte de mim.
Não satisfeito com meu conhecimento musical, quis aprender a tocar guitarra elétrica. Pois, desde então, eu já era um apaixonado por Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs. Eram essas as bandas que ouvíamos no final dos anos 90.
Em 2001 iniciei aulas de guitarra com Diogo Bonatto, que é um guitarrista singular da Terra dos Poetas, um dos músicos mais perfeccionistas que conheci na minha vida inteira. Com ele acabei aprendendo como tocar guitarra, aprimorei técnicas até do violão e conheci muitos guitarristas que me influenciam até hoje, como: David Gilmour e Joe Satriani.
Com 12 anos de idade eu já escrevia poesias e compunha minhas músicas. Passava os dias, as tardes, as noites e até dormia com o violão ou a guitarra. Há quem duvide, mas eu levava violão, amplificador, processador de efeitos e guitarra para a escola, e tocava enquanto os professores davam suas aulas. Nunca me esqueço de uma professora de Física, que pedia: “Marcus, diminui um pouco o volume porque agora vou explicar o conteúdo!”
Tive algumas bandas na adolescência, todas com o meu melhor amigo, Alan Pires. Porém, o nosso projeto que realmente deu certo e existe até hoje, começou em 2006, a banda “Anlis”. Lançamos 3 trabalhos com essa banda, tivemos grande repercussão no Brasil e até no mundo. Nosso primeiro EP, lançado em 2008, ultrapassou a marca de 45 mil downloads na internet em 2010.
Ainda em 2006 montei um home studio, onde eu produzia minhas próprias músicas e fazia trabalhos comerciais, e ainda gravava bandas de amigos.
Trabalho profissionalmente com o estúdio e com a música, desde 2006. Naquela época, eu pensava que a música nunca me seria um “trabalho”, nem que traria estabilidade financeira, e desde então, não fiz nada além de música. Eu vivo música.
Hoje sou produtor musical, meu estúdio “ManZone Music” está com um grande nome na cidade e região, sempre com a agenda lotada. E tendo esse privilégio de ter meu próprio estúdio, é nele mesmo que componho, produzo e gravo as minhas próprias músicas.

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