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Nina Becker (2010 – Vermelho / Azul)

A voz doce de Nina Becker ficou conhecida com a Orquestra Imperial. E antes de lançar ‘Azul’ e ‘Vermelho’ foi premiada pela ‘APCA’, em 2009, como melhor cantora e citada pela revista Bravo!, como uma das artistas mais influentes de sua geração. Mas 2010 é um ano especial. Seus dois novos discos acabam de sair do forno. Produzido em parceria com Carlos Eduardo Miranda e Mauricio Tagliari, Nina não imaginava que no final do processo de criação teria dois discos. Chegou pra gravar quatro músicas para o MySpace, entre uma viagem e outra a São Paulo, e em um ano tinha muito mais do que algumas faixas. E o melhor, algo com a sua cara, com a sua carioquice, com suas influências. Gravado nos estúdios da YB Music, em São Paulo, enquanto parte da banda estava em turnê com Caetano Veloso, Nina começou a ‘costurar’ o ‘Azul’. Um disco limpo, com canções em que sua voz é a principal personagem, acompanhada apenas por um ou dois instrumentos. ‘Dans ton île’ (Domenico Lancelotti e Zoy Anastassakis), com arranjo de Mauricio Tagliari e participação especial de Moreno Veloso tocando cello; ‘Samba Jambo’ (Jorge Mautner e Nelson Jacobina), com participação de Nelson Jacobina e ‘Medo’ (Nina Becker) voz e violão, são puro sentimento. Mas a cantora gosta de ter uma banda. E a saudade de tocar juntos, depois de um ano inteiro separados resultou em outro disco. Diferente, quente. ‘Vermelho’. Com mais ruído, improviso, intensidade. Ao vivo. A emoção do momento foi mais importante do que a preocupação com a execução perfeita. ‘De um amor em paz’ (Domenico Lancelotti e Délcio Carvalho) com arranjo baseado na improvisação e nas construções mais experimentais; e ‘Tropical Poliéster’ (Nina Becker e Gabriel Babu, Gustavo Benjão, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes), primeira música dela em parceria com a banda, com claras influências dos anos 60/70, mostram bem toda esta concepção. Nina Becker assina nove das vinte faixas que compõem os dois discos. E interpreta canções de artistas de sua geração, nomes tão influentes na nova música contemporânea brasileira – Domenico Lancelotti, Moreno Veloso, Rubinho Jacobina, Renato Martins, Gustavo Benjão, Nervoso, Quito Ribeiro, Bartolo, Délcio Carvalho, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes, Rômulo Fróes e Nuno Ramos. A parceria entre Jorge Mautner e Nelson Jacobina aparece duas faixas: ‘Samba Jambo’, em ‘Azul’, e em ‘Lágrimas Negras’, em ‘Vermelho’. A banda que a acompanha é formada por Gabriel Bubu, guitarra, Gustavo Benjão, guitarra, Marcelo Callado, bateria, e Ricardo Dias Gomes, baixo. Maio/2010.

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