Arquivo da Categoria: Pagode Jazz Sardinha’s Club

Pagode Jazz Sardinhas Club (2011 – cidade mestiça)

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Formado em 1997 e integrado por Rodrigo Lessa (bandolim, bandarra, violão de aço e voz), Roberto Marques (trombone), Lula Galvão (violão e guitarra), Xande Figueiredo (bateria), Marcos Esguleba (percussão), Eduardo Neves (saxofone e flauta) e Edson Menezes (baixo). O nome escolhido foi uma homenagem ao Beco das Sardinhas, tradicional ponto da boemia carioca, no centro da cidade, especializado em sardinha na brasa. O primeiro disco, lançado em 1999 e produzido pelo próprio grupo, nasceu a partir da música “Pagode Jazz Sardinha Club”, de Rodrigo Lessa, Eduardo Neves e Mauro Aguiar. A música, além de indicada como “Melhor Música Instrumental” para “Prêmio Sharp 99”, foi gravada pelos grupos Nó em Pingo d’Água e Rabo de Lagartixa. Como tema, reúne elementos de diversas linguagens musicais, como samba, funk, jazz, choro e bossa nova. O CD trouxe composições da parceria Eduardo Neves e Rodrigo Lessa e presta homenagem a duas grandes referências da música popular brasileira – Pixinguinha e Nelson Cavaquinho – com novas leituras de “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro), “Luz negra” (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso) e “A história de um valente” (Nelson Cavaquinho e José R. de Souza), esta com participação especial do compositor Dicró. Quatro meses após o lançamento, com produção e distribuição independentes, o disco atingiu sua segunda tiragem, e colocação no top list da Sweden Jazz Web – um dos mais importantes sites de jazz mundiais. Foi também lançado no Japão pelo selo Nippon Crown Records. A partir do show de lançamento, o grupo fez show nas principais casas noturnas, teatros e centros culturais do Rio de Janeiro. Muito elogiado pela crítica e procurado pelo público, foi assim definido por Hermano Vianna: “Nos anos 70, Paulo Moura criou sua confusão Urbana, Suburbana e Rural. Duas décadas depois, o Pagode Jazz Sardinha Club lança este disco que, para voltar a falar de nomes, poderia muito bem se chamar Confusão global, local e periférica. Uma confusão que não é de hoje, mas que está na base – há séculos – do que melhor se fez e tem feito na música brasileira”. No ano de 2002, apresentou-se no projeto “Rio Choro 2002” na Sala Baden Powell, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Na ocasião, recebeu como convidado o cavaquinista Mestre Zé Paulo. Em 2004 o grupo foi o vencedor do “Prêmio Tim” na categoria “Melhor Grupo Instrumental” e lançou o CD “Sardinha”, no qual contou com a participação especial de Zeca Pagodinho na faixa “Pagode jazz sardinhas club”. Apresentou-se no “Projeto Camarote das Artes”, no Espaço Camarote Café, no Conjunto Cultural da Caixa, no Rio de Janeiro. No ano de 2005 apresentou na França, no Place des Martyrs – Ville de Vichy – Métro Mairie de Clichy, pelo projeto “Dans le cadre du Festival Macunaima Brasil”.
Em 2011 o grupo lançou, pelo selo Biscoito Fino, o CD “Cidade Mestiça”, que contou com as faixas “À queima roupa” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Praia do pinto” (Eduardo Neves, Rodrigo Lessa e Luiz Louchard), “El suinguer” (Rodrigo Lessa), “Salsixe” (Roberto Marques e Rodrigo Lessa), “Pedra verde” (Roberto Marques), “India”/ “Branca” (J. A. Flores, M. O. Guerreiros e José Fortuna/ Zequinha Abreu e Duque Abramonte), “Morena do mar” (Dorival Caymmi), “Olha a pretinha” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Na Glória” (Ary Santos e Raul de Barros), “Machucando o jiló” (Geraldo Babão), “Lola crioula” (Geraldo Babão e Roberto Mendes), “Criola” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa) e “Baixo ventre” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa). O show de lançamento do disco foi realizado no Teatro Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro.

Em 2011 o grupo lançou, pelo selo Biscoito Fino, o CD “Cidade Mestiça”, que contou com as faixas “À queima roupa” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Praia do pinto” (Eduardo Neves, Rodrigo Lessa e Luiz Louchard), “El suinguer” (Rodrigo Lessa), “Salsixe” (Roberto Marques e Rodrigo Lessa), “Pedra verde” (Roberto Marques), “India”/ “Branca” (J. A. Flores, M. O. Guerreiros e José Fortuna/ Zequinha Abreu e Duque Abramonte), “Morena do mar” (Dorival Caymmi), “Olha a pretinha” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa), “Na Glória” (Ary Santos e Raul de Barros), “Machucando o jiló” (Geraldo Babão), “Lola crioula” (Geraldo Babão e Roberto Mendes), “Criola” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa) e “Baixo ventre” (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa). O show de lançamento do disco foi realizado no Teatro Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro.

Em 2012 participou do projeto “Rio Música”, realizado no Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola, no Rio de Janeiro, apresentando-se na categoria “Rio Ritmos”. Messe mesmo ano participou da “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, a “Rio+20”, apresentando-se no “Galpão da Cidadania”, montado no Aterro do Flamengo especialmente para o evento.

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Pagode Jazz Sardinha’s Club (1999)


Tem horas que, ao escutar música, eu me pego pensando coisas absurdas. Por exemplo: como seria um disco dos 8 Batutas, o famoso grupo de Pixinguinha e Donga, se eles estivessem gravando hoje seu primeiro disco? Agora eu já tenho uma idéia: seria algo bem parecido com este disco de estréia do Pagode Jazz Sardinha’s Club.

Não falo isso para chocar a audiência. A idéia é até bastante sensata. Mesmo com relação ao nome da banda: os 8 Batutas bem que poderiam se chamar Sardinha’s Club. Nos anos 20, quase todo grupo musical carioca podia ser chamado de Jazz Band. Além disso, os times de futebol ainda se intulavam clubs, e pagode e sardinha eram artigos de primeira necessidade. Porém, mais importante do que nomes, é a coincidência entre as estratégias musicais empregadas pelas duas bandas: não importa o que se mistura, o importante (o essencial) é misturar. Do híbrido, nasce o batuta, o balanço, tudo aquilo que encanta nossos ouvidos e tchans (sacode!). Os 8 Batutas tocavam samba, maxixe, polka, choro, marcha, tanguinho, cateretê. Não tinha relevância a procedência geográfica, dentro ou fora do território nacional, desses ritmos. O Sardinha’s Club toca samba, maxixe, funk, choro (e reggae-choro – que achado maravilhoso!), jazz e jongo. Isso tudo contrariando, muito de propósito, o mandamento nacionalista que pensa determinar (com uma camisa de força – nem um pouco listrada) qual é a verdadeira musica brasileira.

Mistura e manda! Quem mistura é quem manda na batucada. Nos anos 70, Paulo Moura criou sua Confusão Urbana, Suburbana e Rural. Duas décadas depois, o Sardinha’s Club lança este disco que, para voltar a falar de nomes, poderia muito bem se chamar Confusão Global, Local e Periférica. Uma confusão que não é de hoje, mas que está na base há séculos do melhor que se fez e tem feito em musica brasileira. Mestres do transmestiço, o Pagode Jazz Sardinha’s Club conclama: Longa Vida à Confusão! PS: Pode haver maior delícia na vida do que um harmonioso solo de trombone carioca por cima dessa confusão toda?

O CD & Outras Gravações

Lançado em julho de 1999 e distribuído pela Rob Digital, o CD de estréia do Sardinha’s Club, foi considerado um dos grandes lançamentos do ano pela imprensa e pelo meio musical. Três meses depois foi licenciado para lançamento no Japão pela Nippon Crown Records.

A faixa-título do CD foi indicada para Melhor Música Instrumental – Prêmio Sharp 1999, na versão gravada pelo grupo Nó em Pingo d’Água (CD Nó na Garganta), foi gravada ainda pelo grupo Rabo de Lagartixa (CD Rabo de Lagartixa) e foi cantada em show por Leila Pinheiro, em versãocom letra de Mauro Aguiar, recentemente lançada no CD Sardinhas. Além disso, o Pagode Jazz participou dos CDs Trombone do Brasil (de Roberto Marques), É o Violão do Brasil (de Gabriel Improta) e Fora do Esquadro, de Rodrigo Lessa.

Em 2001 foi lançado o CD Rumos Musicais 99 (Instituto ItaúCultural), que inclui duas faixas do grupo gravadas ao vivo: Transmestiço e Maxixe, Paizinho!!!. O grupo tem ainda faixas lançadas em coletâneas no Chile, Inglaterra e Japão.

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