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A Trombonada (2008 – De Madrugada)


A Trombonada, uma das mais agradáveis novidades da música instrumental pernambucana (por extensão brasileira) nos últimos anos, lança seu disco de estréia, De madrugada, hoje na Passa Disco, a partir das 19h, com um pocket show do quinteto. O grupo é formado por Nilsinho Amarante, Cleber Silva, Esli Lino, Adelson Lins e Jorge Guerra – todos executam o trombone tenor e apenas o último, o trombone baixo.

O grupo, cujos integrantes tocam na SpokFrevo Orquestra e Orquestra Sinfônica do Recife, surgiu casualmente. Os cinco trombonistas reuniram-se, em 2005, para uma participação especial em em duas faixas do disco Cabeça elétrica/coração acústico, de Silvério Pessoa. A iniciativa foi tão elogiada, e apreciada, que choveram convites para A Trombonada. Uma das maiores entusiastas do grupo é Elba Ramalho, com quem A Trombonada gravou o DVD Raízes e antenas. Eles também estão no último DVD de Silvério.

No CD de estréia, no entanto, o grupo vai além dos cinco trombones, para tornar-se uma orquestra de baile, com suficiente molho latino para animar qualquer salão de danças. O diferencial para outros conjuntos do gênero é que aqui o trombone não é um coadjuvante, mas um líder. Em torno dos trombones agrupa-se uma constelação de estrelas da música instrumental pernambucana, incluindo aí Yuri Queiroga, revelação não apenas como guitarrista, mas também como produtor, Naná Vasconcelos, Genaro, Paulinho Barreto, Sérgio Groove, Spok, para citar uns poucos. Aliás, não só instrumentistas de Pernambuco. No disco estão também nomes como Bocato, Toninho Ferragutti, Serginho Trombone, e Léo Gandelman.

A intenção dos cinco trombonista era mesclar ritmos regionais, com o que desse e viesse. E eles mostram ao que vieram neste disco, que tem baião, merengue, forró e funk, tudo preparado com um impecável molho jazzístico, como acontece em Baião cubano (Fabinho Costa), uma das mais bem resolvidas faixas do CD. Diversos compositores assinam o repertório do álbum, desde os membros do grupo a Spok, Toninho Ferragutti, Nena Queiroga e Bocato.

Silvério Pessoa, por assim dizer, padrinho de A Trombonada, não poderia estar fora deste CD de estréia do grupo. É dele o único vocal do álbum, no maracatu Nas águas do mar (faixa do disco Cabeça elétrica, coração acústico, na qual a Trombonada fez sua estréia em estúdio). Porém Silvério Pessoa não volta a interpretar sua canção, faz um vocalise no início e no final da música.

Fonte: Jornal do Commercio/PE.

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