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Tuca (2013 – Curioso)

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“Curioso” são poesias, loops, rimas, beats, contos, samples, efeitos, imagens, sons, cinema brasileiro e a vontade de se expressar, de sonhar de olhos abertos. Falar de coisas absurdas, de si e do mundo. Um ponto de vista musicado. Do punk, do rock, da eletrônica, do rap, do pop, do experimental. Pedaço de cada um, um todo só. A unidade está na poética livre, marginal, do experimento visceral. O conceito é o cotidiano, mas aquele que permite o sonho, a liberdade de expressão, sem preconceitos, livre do ranço, da amargura, do tédio de nossos egoísmos repentinos. O sonho segue sua boca!

Sempre tive muita vontade de musicar meus poemas e contos escondidos. Ainda não sabia como. Até conhecer em 2000 o Lacerda JR, através do Alex Pix. De lá pra cá nós três, nesses doze anos, fizemos inúmeras experiências sonoras, experimentações híbridas (punk, garagem, eletrônico, rap, noise, frevo, entre outros gêneros), grupos musicais, canções cheias de poesia marginal, erros, improvisos e acasos, tudo sempre no espírito “faça você mesmo” e “lo-fi”. Logo depois tivemos a maravilhosa Ana Mo em nossas façanhas. Foi quando realmente decidimos pelo caminho da canção. Em 2009, produzimos então a primeira banda com os quatro juntos: Madame Rrose Sélavy; com seis demos realizadas. Depois pela Internet, conheci Matt Love, do Canadá. Então veio o “Antitrusts”, com uma demo e mais outra em processo. Até show e intervenções começaram a surgir, principalmente para a Rrose. Foram apresentações bem intensas. Dessas novas experiências, foram elaboradas novas canções e outro projeto: Felix Canidae, com uma demo lançada recentemente. Neste grupo e nas três últimas demos da Rrose, nós conseguimos entender mais o que queríamos, o nosso jeito, a maneira como fazemos, melhoramos as canções, os arranjos, as captações de áudio, as mixagens, toda a produção musical, mas totalmente independente ainda e em casa mesmo. Mas como sempre, a vida não é fácil, e podemos ser engasgados por sua aspereza. E cada vez mais ficou difícil de produzir coletivamente, nós quatro, e em outros projetos. Por inúmeras razões. Decidimos então concentrar mais na Madame Rrose, e compreender cada vez mais sua sonoridade, as letras e as composições como todo. Mas minha inquietação é grande. Quando tenho meus momentos de crise, desemprego e outras mazelas, eu faço algo contra essa inércia das coisas, enfrento meu ego ferido, minhas angústias, meus medos, meu egoísmo. Daí surgiu a trilha sonora para meus poemas e contos guardados: “Curioso”, meu primeiro álbum com a produção musical toda minha. Um projeto de música pop experimental. Mas é claro, com a parceria nos vocais, e na força, da minha companheira de tantas aventuras, da vida, Ana Mo.

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