Arquivo da Categoria: VA – Coletâneas

VA – Coletânea Music from Pernambuco Vol. 3

A música tradicional e contemporânea de Pernambuco, sempre circulou internacionalmente, mas o fenômeno tem se intensificado desde 1990, graças a nomes como Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, DJ Dolores, Lenine, Mestre Ambrósio, Otto, Spock Frevo Orquestra, Siba e a Fuloresta, Silvério Pessoa, Lia de Itamaracá, dentre outros. Além de sua produção musical, o Estado tem o melhor e mais democrático Carnaval brasileiro e grandes eventos de música, como a conferência internacional Porto Musical, os festivais Abril Pro Rock, Rec Beat, Festival de Inverno de Garanhuns e o São João de Caruaru. Aqui, nós apresentamos a você a 3ª versão da compilação Music From Pernambuco, que apresenta as novas produções de artistas conhecidos e, em particular, as músicas de novos artistas e bandas.Music from Pernambuco III é uma parceria entre a Astronave Iniciativas Culturais e o governo de Pernambuco, via Fundarpe.

(Coletânea) Ainda Somos os Mesmos (2014 – Tributo a Belchior)

cd capaUm dos compositores ícones que surgiu em um dos períodos negros da história brasileira, o cantador e repentista Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes havia lançado dois compactos (“Na Hora do Almoço”, 1971; “Sorry, Baby”, 1973) e visto uma de suas canções, “Mucuripe”, uma parceria com Fagner, ser gravada por Elis Regina em 1972 (no mesmo disco que trazia “Casa no Campo”, de Zé Rodrix e Tavito, “Águas de Março”, de Tom Jobim, “Atrás da Porta”, de Chico e Francis Hilme, e “Nada Será Como Antes”, de Milton e Ronaldo Bastos), mas ainda não havia visto um disco todo seu nas prateleiras das lojas no começo dos 70.

“Belchior”, o primeiro álbum, foi lançado em 1973 trazendo “A Palo Seco” e “Todo Sujo de Batom” (regravadas posteriormente), mas o melhor ainda estava por vir, e tomou forma em “Alucinação”, o segundo álbum, produzido por Mazzola e lançado pela Polygram em 1976. Com jeitão de “Greatest Hits”, “Alucinação” traz os maiores sucessos de sua carreira, alguns deles imortalizados em versões de outros interpretes, as mais conhecidas na voz de Elis Regina, mas que naquele álbum encontravam na voz roufenha de seu compositor a honestidade de um homem que acreditava que “amar e mudar as coisas” interessava mais, muito mais.

Nos últimos anos, o nome de Belchior surgiu atrelado a histórias que dizem mais sobre a necessidade da mídia em criar notícia do que necessariamente à qualidade de suas canções, deixando um grande número de hinos do cancioneiro popular em segundo plano. “Ainda Somos os Mesmos” é um esforço coletivo que tenta colocar as coisas em seu devido lugar. Esta revisão de “Alucinação” impressiona muito mais por nos fazer perceber que o texto afiado de Belchior continua atualíssimo, 37 anos depois de seu lançamento original, apaixonado e violento como o dia a dia que surge pelas janelas insistentemente toda manhã.

“Ainda Somos os Mesmos” é aberto com a estreia de dois projetos solos: Dary Jr, ex-Terminal Guadalupe, inaugura sua versão cantautor como Dario Julio & Os Franciscanos em uma versão de “Apenas Um Rapaz Latino Americano” (acompanhado do multi-instrumentista Matheus Duarte) enquanto Manoel Magalhões, da banda carioca Harmada, interpreta “Velha Roupa Colorida”. O compositor Phillip Long toma para si “Como Nossos Pais” enquanto Nevilton canta a plenos pulmões que é “Um Sujeito de Sorte”. Lucas Vasconcellos, metade do duo Letuce, surge solo com “Como o Diabo Gosta” fechando o lado A do vinil.

Abrindo o lado B, Bruno Souto recria a faixa título, “Alucinação”, seguido por Lemoskine, projeto solo de Rodrigo Lemos (ex-A Banda Mais Bonita da Cidade), que assina a versão de “Não Leve Flores”. A responsabilidade por rearranjar “A Palo Seco” ficou a cargo dos cariocas do Fábrica (que trouxeram consigo Moacir Santos!) enquanto os mineiros da Transmissor deram vida a “Fotografia 3×4”. Marcando outra estreia solo, “Antes do Fim” ganhou versão de Marcelo Perdido, ex-Hidrocor. Em 10 versões, “Ainda Somos os Mesmos” traz o álbum “Alucinação” de 1976 para 2014, com a arte da capa assinada por Renato Lima, da Pockets Comics.

Junto as 10 faixas de “Alucinação” surge o EP “Entre o Sonho e o Som”, com arte de Bruna Predes, que flagra hinos de outros álbuns de Belchior, números como “Coração Selvagem”, “Paralelas” e “Todo Sujo de Batom”, as três de “Coração Selvagem”, de 1977 (revistas aqui por nana, João Erbetta e The Baggios, respectivamente), e “Medo de Avião” e “Comentário a Respeito de John”, de “Belchior” (1979), em versões de Ricardo Gameiro e Jomar Schrank. Com curadoria e produção de Jorge Wagner e masterização de Manoel Magalhães

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VA – A Música de Makely Ka (2012)

Makely Ka come a própria música em seu disco de estréia .. “Autófago” é irreverente e intertextual, promovendo um diálogo aberto com grandes criadores da cultura popular brasileira. CD pode ser comprado ou baixado integralmente pela internet .. Toda guerra tem suas próprias leis, independentemente da Convenção de Genebra. É uma espécie de acordo tácito entre os combatentes no front, para guerrear com um mínimo de ordem e honra. Makely Ka não liga. Militante da atual guerrilha cultural contra as grandes corporações, músico, poeta e compositor, ele vai além dos kamikases, terroristas, desertores e faz o inimaginável em seu disco de estréia: come a própria música. “Autófago”, gravado e lançado de forma independente pelo artista e ativista mineiro, desconstrói a sua própria autoralidade em um trabalho intertextual e irreverente. Makely Ka promove um diálogo aberto com toda uma tradição de criadores da cultura popular brasileira como Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Jorge Mautner, Torquato Neto, Tom Zé, Waly Salomão e Jards Macalé. A base musical de violões, guitarras, baixo e bateria cede eventual espaço para a intervenção de pianos, sintetizadores, pífanos e percussão, em linguagem anárquica.

O trabalho é permeado ainda por vinhetas com trechos de falas de personagens tão díspares e curiosos quanto Glauber Rocha, Subcomandante Marcos, Maiakóvski e Hugo Chávez, formando um painel complexo e instigante de referências emaranhadas por citações de mitologia grega, astronomia e genética. .. Makely Ka retoma o vigor no fazer poético-musical brasileiro, ultimamente esquecido e negligenciado pelos grandes meios: “Carrego no peito uma bomba atômica pronta pra explodir o planeta, por isso não se meta”, ameaça. E para quem acha que ele está blefando, basta escutar os próximos versos de “Não se Meta”, a faixa 7. .. Compre ou Baixe “Autófago” pode ser comprado ou baixado integralmente pela internet. Através do site de Makely Ka (www.makelyka.com.br), os internautas podem fazer o download de todas músicas, além do encarte e toda arte gráfica para impressão, sem custo nenhum.

O artista também disponibiliza seus livros em formato PDF para livre distribuição na rede. Makely Ka registra seus trabalhos com licenças Creative Commons de uso não-comercial. .. Poeta, músico e agitador cultural de Minas Gerais, Makely Ka é um artista que atua em diversas frentes, incorporando à sua produção um componente crítico e reflexivo. Como compositor, está entre os mais gravados de sua geração, contando já com mais de quarenta canções registradas por intérpretes como Alda Rezende, Titane, Maísa Moura, Chico Saraiva, Elisa Paraíso, Kristoff Silva, Aline Calixto, Mariana Nunes, Júlia Ribas, Carol Sabóia, Estrela Leminski, entre outros. Além disso, dezenas de canções suas vêm sendo executadas em shows por nomes como Ná Ozzetti, Sílvia Klein, Zé Miguel Wisnik, Virgínia Rosa, Mário Sève, Luís Felipe Gama e Ana Luiza. .. Em 2003, lançou “A Outra Cidade”, em parceria com Kristoff Silva e Pablo Castro e, em 2006, “Danaide”, com Maísa Moura. Também compõe frequentemente para cinema, dança e teatro. Escreveu o livro “Ego Excêntrico” e é editor da “Revista de Autofagia”. Com esses trabalhos têm rodado o país participando de eventos como o Mercado Cultural (Salvador / 2005); o Festival Pré Amp (Recife / 2006) e a Feira da Música Independente (Fortaleza / 2006). Com notada atuação política na área da cultura, Makely Ka é fundador da Cooperativa da Música de Minas (COMUM) Foi representante de Minas Gerais no Fórum Permanente de Música na Câmara Setorial criada pelo Ministério da Cultura (2005) e no Fórum Nacional de Música na Cúpula Social do Mercosul (2006). Tem participado recentemente, como debatedor, do projeto “Rumos Itaú Cultural”, pelo Brasil.

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VA – Coletânea Terra Batida

Afim, de apresentar e divulgar o sempre independente metal pernambucano, surgiu a Coletânea TERRA BATIDA. Com 6 banda, Alkymenia, Desalma, Insurrection Down, Project 666, Rabujos e Unscarred, o projeto resume e retrata a qualidade da música pernambucana em sua vertente mais pesada.
Além de divulgar o trabalho dos metaleiros do estado, a Coletânea TERRA BATIDA, visa difundir o metal, fortalecendo o gênero como parte integrante da enorme pluralidade, cultural pernambucana, justificando assim à sua   aprovação no edital de 2008 do FUNCULTURA (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura).

VA – Coletânea Marcha da Maconha 2010 [Recife]

Coletânea Virtual Marcha da Maconha Recife – Vol 01

A Coletânea virtual “Marcha da Maconha – Vol I” trás 16 nomes da cena recifense e alagoana, num breve apanhado da produção local que caminha, positivamente, por várias vertentes da música. Engajados nas atividades da marcha e em prol aos debates sobre a descriminalização do uso da erva e a liberdade de expressão, os artistas cederam os direitos autorais das músicas para esta coletânea – resultado da primeira festa da Marcha da Maconha no Recife – e que também está disponível para download no www.filipetadamassa.blogspot.com

Produção: Guilherme Bota
81 8512-8407 minotenorio@gmail.com


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VA – Coletânea Satélite 061

A revista Satélite 061 é uma vitrine da arte e dos artistas em Brasília. O intuito é divulgar a arte dos brasilienses no exterior, com produção dos Ossos d’Ofício e Só Som Salva. E essa galera, Marcelo, Déborah, Martha, Pezão, Barata e Oops foram na fé – digo na feira internacional de world music, a Womex, divulgar a revista.

A idéia é isso mesmo. Divulgar os artistas da cidade no exterior e quem sabe atrair investidores. Sejam aqueles que querem vir tocar na cidade, produzir, divulgar etc. Mas também não se pode representar todo eles na revista – e na cidade são tantos… Pois o critério principal para definir qual artista é publicado, ou não, foi a importância da sua obra e, ou, sua relevância no cenário atual. Mesmo assim, alguns devem ter ficado de fora, talvez até muitos…

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