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Wilson Das Neves (2010 – Pra Gente Fazer Mais Um Samba)

Pra Gente Fazer Mais um Samba é o terceiro disco do baterista Wilson das Neves, como cantor e compositor, quatorze anos depois do lançamento de “O Som Sagrado de Wilson das Neves”.

Nascido no Rio de Janeiro, em 1936, o instrumentista (baterista-referência da nossa música), cantor e compositor Wilson das Neves foi iniciado na música aos 14 anos de idade, pelo percussionista Edgar Nunes Rocca, “O Bituca”. Aos 21, tornou-se baterista da Orquestra de Permínio Gonçalves e mais tarde acompanharia o Conjunto Ubirajara Silva, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Conjunto Ed Lincoln e as orquestras da TV Globo e TV Excelsior. Em 1968, lançou seu primeiro disco, Juventude 2000. Também fazem parte de sua discografia os discos Som Quente É o Das Neves (1969 e 1976), Samba-Tropi – Até aí Morreu Neves (1970) e O Som Sagrado de Wilson das Neves (1996). Tocou com alguns dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos, entre eles Elizeth Cardoso, Chico Buarque, Elza Soares, Roberto Carlos, Elis Regina e Wilson Simonal. Em 2004, o selo Quelé (uma parceria entre as gravadoras Biscoito Fino e Acari Records) lança Brasão de Orfeu, que conta com parcerias com Paulo César Pinheiro, Aldyr Blanc e Claudio Jorge, entre outros. Desde 2003 é integrante do combo carioca Orquestra Imperial, sendo cantor e compositor parceiro dos jovens integrantes do grupo, excursionando Brasil e exterior, a exemplo do projeto Os Ipanemas, da gravadora londrina FarOut. Wilson das Neves está lançando seu terceiro disco com cantor e compositor, ‘Pra Gente Fazer Mais um Samba’, pela gravadora MP,B/Universal. O que diz CHICO BUARQUE sobre Wilson e esse seu mais recente trabalho: São vinte e cinco anos de amizade, depois de outros tantos de admiração à distância. Eu conhecia Wilson das Neves dos discos, reconhecia de cara sua batida, vez por outra o peruava através do vidro de estúdios de gravação. Hoje não subo ao palco sem ele. Camarim dos músicos, sem o Das Neves, não é camarim. Ele é o pulso da banda, termômetro, técnico do time, rei da anedota e pajé. Este disco nos traz de volta o grande melodista que é Wilson das Neves. Escutei-o seguidamente com deleite, comum sorriso, com um ciúme danado dos seus parceiros. Aí está ele com sua graça, com a ginga que é só dele, com essa voz que deve ser a voz rouca das ruas, eis aí Wilson das Neves cantando versos prenhes de sabedoria popular. A bênção, Das Neves. Ô sorte! Chico Buarque, 2009.

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