Ortinho (2002 – Ilha do Destino)

Em seu primeiro CD solo, o cantor pernambucano faz contundente crítica social – sem perder a criatividade, a poesia, o humor e o ritmo.

Sumido de Pernambuco, diziam que ele tinha abandonado a música. Desiludido, lendejavam que teria retomado sua veia de artista plástico e rumado pras Oropas. Correu boato de que o cantor havia virado locutor de rádio, apresentando programa de culinária agrestina. Já os maldosos sussurravam que, enfiado no fiado, o pernambucano teria arrumado um trampo de promoter no circuito do forró universitário. Besteirada.

Escondido pelas lendas que ele mesmo criava, Ortinho – nascido Wharton Coelho, em Caruaru, há 33 anos – encerrou sua participação na banda Querosene Jacaré, estava era inventando. Na miúda, concebia sua obra magna: Ilha do Destino. Seu primeiro CD solo nasceu graças a um trabalho incansável de depuração estilística – e o resultado é um som único. Nada fácil, para quem mixa na mesma canção maracatu e rock, rap e repente, ciranda e funk.

1. Alto Zé do Nada (4:08)
2. Cego da Guia (3:49)
3. Ciranda de Lia (3:50)
4. Faquir (O Romance de Paulo Victor) (4:11)
5. Mulambo (3:54)
6. Na Beira da Praia (4:27)
7. O Engano do Humano (3:45)
8. O Estalo (3:30)
9. O Mar (4:09)
10. Procurando Dumdum (4:28)
11. Sangue de Bairro (1:57)
12. Viver Para Crer (Vigir) (3:39)

Myspace de Ortinho

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