Belchior (Discografia)

Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, conhecido simplesmente como Belchior (Sobral, 26 de outubro de 1946 – Santa Cruz do Sul, 29 de abril de 2017), foi um cantor e compositor brasileiro. Foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste brasileiro a fazer sucesso nacional, em meados da década de 1970.

Durante sua infância, no Ceará, foi cantador de feira e poeta repentista. Estudou música coral e piano com Acácio Halley. Seu pai tocava flauta e saxofone e sua mãe cantava em coro de igreja. Tinha tios poetas e boêmios. Ainda criança, recebeu influência dos cantores do rádio Ângela Maria, Cauby Peixoto e Nora Ney. Foi programador de rádio em Sobral. Em 1962, mudou-se para Fortaleza, onde estudou Filosofia e Humanidades. Começou a estudar Medicina, mas abandonou o curso no quarto ano, em 1971, para dedicar-se à carreira artística. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos, como Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Cirino entre outros, conhecidos como o Pessoal do Ceará[1].

De 1965 a 1970 apresentou-se em festivais de música no Nordeste. Em 1971, quando se mudou para o Rio de Janeiro, venceu o IV Festival Universitário da MPB, com a canção Na Hora do Almoço, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles, com a qual estreou como cantor em disco, um compacto da etiqueta Copacabana. Em São Paulo, para onde se mudou, compôs canções para alguns filmes de curta metragem, continuando a trabalhar individualmente e às vezes com o grupo do Ceará.

Em 1972 Elis Regina gravou sua composição Mucuripe (com Fagner). Atuando em escolas, teatros, hospitais, penitenciárias, fábricas e televisão, gravou seu primeiro LP em 1974, na gravadora Chantecler. O segundo, Alucinação (Polygram, 1976), consolidou sua carreira, lançando canções de sucesso como Velha roupa colorida, Como nossos pais, que depois foram regravadas por Elis Regina e Apenas um rapaz latino-americano. Outros êxitos incluem Paralelas (lançada por Vanusa) e Galos, noites e quintais (regravada por Jair Rodrigues). Em 1979 no LP Era uma Vez um Homem e Seu Tempo (Warner) gravou Comentário a respeito de John (homenagem a John Lennon), também gravada pela cantora Bianca. Em 1983 fundou sua própria produtora e gravadora, Paraíso Discos, e em 1997 tornou-se sócio do selo Camerati. Sua discografia inclui Um show – dez anos de sucesso (1986, Continental) e Vício elegante (1996, GPA/Velas), com regravações de sucessos de outros compositores.

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Sambê (2015 – Baile Pernambucano)

Um show sobre a história musical de Pernambuco. Um caldeirão sonoro com arranjos modernos e batidas dançantes que reúne músicas de autores consagrados como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Chico Science entre outros. Os clássicos da música pernambucana foram revisitados e ganharam versões arrojadas com influências latinas e africanas envolvidas por uma atmosfera tropical e cosmopolita. Idealizado pelo cantor e compositor Sambê, que comemora 10 anos de carreira, o Baile Pernambucano é uma celebração sob os diversos ritmos e cores desta cultura. Um lugar de encontros sonoros do passado e do futuro. O álbum foi produzido e dirigido por Sambê em Recife, e conta com as participações especiais de Maciel Melo e Silvério Pessoa.

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Juniani Marzani – Founder/Editor de Conteúdo

Ba-Boom (2012 – Incendeia)

Um grande encontro da banda Ba-Boom com artistas de estilos diferentes entre si, mas que propõe uma unidade sonora e conceitual. Quando uma banda de 11 integrantes resolve fazer música com mais 9 pessoas, as possibilidades musicais se multiplicam. Juntos, esses 20 músicos e musicistas lançam o EP “Somosum”, um projeto que ultrapassa os limites da banda Ba-Boom e se consagra como construção coletiva.

“Somosum” é uma troca, onde a banda se traduz em cada participação do disco e cada uma delas se traduz na banda. Essa troca simboliza a força da coletividade e o poder da música como linguagem universal, capaz de conectar e fortalecer as pessoas, mesmo diante das diferenças.

Na era da individualidade e da competição, ressaltar a necessidade do coletivo para dar sentido ao plano individual é um ato de resistência cultural. Arte para além do ego e da pura estética, música para além do simples entretenimento, onde vida e obra se misturam no diálogo com a realidade.

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Fernando Pellon (2016 – Moribundas Vontades)

Com um estilo peculiar de compor, Fernando Pellon provoca sentimentos em quem ouve suas músicas.

“Moribundas vontades” é o terceiro CD de Fernando Pellon, que segue construindo um raro acervo musical. O primeiro foi “Cadáver pega fogo durante o velório” (1983), o segundo “Aço frio de um punhal” (2010). De acordo com o cantor e compositor, o trabalho atual é um retorno ao projeto que deu início à sua carreira musical, com o objetivo de alcançar o resultado a que ele se propunha: a evolução estética do seu trabalho.

Quando lhe perguntam qual dos seus Discos ele considera o melhor de suas produções, ele diz que “os três discos se complementam como parte de um percurso estético em evolução”. O Disco reúne 12 composições, oito delas com letras e melodias do próprio Fernando Pellon: “Moribundas vontades”, “Na sórdida mesa de um botequim”, “Cheirando a formol”, “Samba de São Thiago (Thiago, 5 – 1,6)”, “Falsa cleptomania”, “Noites desnúpcias”, “Loucos varridos ou Torquato e Walter passeiam na rua do Aldir” e “De forma insuspeita”.

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Ricco Duarte (2016 – Ricco #latinoamericano)

Ricco Duarte é jornalista, cantor e compositor. Nasceu em Salvador na Bahia e é radicado no Rio de janeiro desde os anos oitenta. Em 1995, lançou o seu primeiro CD autoral, “Tudo é música” produzido pelo guitarrista Luiz Brasil. Dois anos depois, veio o disco “Menino buliçoso”, também autoral e a participação na coletânea “Simplesmente bossa”, produzido por Ugo Marotta para o mercado italiano.
 

Seu mais recente trabalho – RICCO #latinoamericano – distribuído pela Tratore, é produzido por Roberto Alemão Marques (mesmo produtor de “Mercosul”, do guitarrista argentino Victor Biglione, indicado ao Grammy latino de música instrumental) e tem como convidados especiais, o próprio Victor Biglione e Marcos Ariel. O CD traz doze músicas inéditas, todas de autoria de Ricco Duarte, que a partir do samba, passeia pelos ritmos latino e americano como o bolero, o tango e o blues.

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Juniani Marzani – Founder/Editor de Conteúdo

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