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Armandinho Macêdo (2014 – guitarra baiana)

capa“Guitarra Baiana” – O novo CD de Armandinho
O novo trabalho compõe as comemorações pelos 50 anos de carreira do artista.
Depois do sucesso no projeto “Armandinho 50 Carnavais” realizado no Clube Fantoches, que recebeu ícones da música brasileira nacional e do Carnaval de Salvador, Armando Macêdo lançará o novo CD “Guitarra Baiana”, que compõe as comemorações pelos 50 anos de carreira do artista em 2014. O lançamento será realizado no Teatro Rival Petrobrás (Rio de Janeiro) e no Teatro Castro Alves (Salvador).
Gravado em três etapas, Sesc Belenzinho (São Paulo), Unidade Móvel Pé na Areia (Salvador) e no Teatro Rival Petrobrás (Rio de Janeiro) em 2013, o disco recebe o selo da gravadora Biscoito Fino, com direção musical de Yacoce Simões e composto por 12 faixas, sendo duas delas com participações especiais do Maestro Spock na música “Dança do Tempo” e do guitarrista David Moraes na música “Taiane”.
O disco recebe o nome do instrumento batizado por Armandinho. Derivado do antigo Pau Elétrico, criado pela dupla “Dodô e Osmar”, a Guitarra Baiana recebeu mais uma corda e um mestre, que com atrevida maestria e inconfundível identidade apresenta performances surpreendentes que vão desde o rock ao chorinho, do frevo ao jazz, engrandecendo a MPB.

2014 – Nos 50 anos de carreira de Armandinho foram programados diversos eventos que exalta a carreira do artista de relevância internacional. Além do “Armando Convida – 50 Carnavais”, que recebeu artistas como Daniela Mercury, Geraldo Azevedo, Carlinhos Brown, Fafá de Belém, Chico César, Saulo e Jorge Vercilo, além dos grupos Olodum, Ilê Aiyê e Cortejo Afro, também em 2014, será lançado o CD/DVD “Sinfonia Afro Guitarra Baiana”, onde Armandinho grava clássicos com sua Guitarra Baiana, e conta com as participações de blocos afros de Salvador a exemplo de: Olodum, Filhos de Gandhi e Cortejo Afro, além de uma Orquestra Sinfônica. O ano conta também com o projeto “Armandinho toca Caymmi”, uma homenagem a Dorival Caymmi, que este ano celebraria cem anos.

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Sanitário Sexy (2014 – Metáfora)

Capa Metáfora - Sanitário Sexy
Se não existe rock em Salvador imagina só no interior da Bahia. Há anos ouço isso. Há anos tento acreditar no contrário. Por isso percorro as entranhas do submundo a procura de respostas, e sempre ás encontro.

Em minhas mãos mais uma prova do que estou falando. Veio de longe, lá do vale do São Francisco (será que só santo faz rock?) na mistura da Bahia com Pernambuco de Juazeiro com Petrolina surge mais uma banda com sede de vingança: Sanitário Sexy.

O CD que agora ouço é o segundo. O primeiro, um EP, foi lançado em 2013, e trazia um rock simples e direto. “Metáfora” é nome do novo rebento e está sendo lançado pelos selos Brechó Discos, BigBross Records e Caatinga Sattiva.

Aqui a banda caprichou ainda mais, bem gravado e com masterização a cargo de Chuck Hipolitho (Vespas Mandarinas) o rock dos meninos ganhou corpo e atitude.

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Márcia Castro (2014 – Das Coisas Que Surgem)

cover

São várias as razões que tornam “Das Coisas que Surgem”, terceiro álbum de Marcia Castro, um trabalho de corte na carreira da cantora. E todas elas partem de um mesmo mote: o deslocamento. Nada está naquele lugar confortável em que costumava estar. Marcia desmontou a maneira como vinha fazendo sua música até aqui, reviu estéticas, repensou escolhas e acabou por encontrar um lugar muito denso e íntimo, que sua música ainda não havia acessado.

A história do disco começou em 2010. Já vivendo em São Paulo, Marcia procurava um produtor com quem pudesse trabalhar as canções que vinha reunindo. Pediu uma dica à jornalista Patrícia Palumbo, que lhe falou dos irmãos Amabis. “Talvez o Rica esteja muito ocupado. Sugiro que tente o irmão dele, Gui, que é genial.”

Cantora e produtor se encontraram por acaso, na plateia de um show de Karina Buhr. Marcaram uma conversa para os dias seguintes, que logo se desdobrou em música. Naquele período, fizeram três das 11 faixas que agora compõem “Das Coisas que Surgem”: “Na Menina dos meus Olhos” (Monsueto Menezes/ Flora Mattos), “Três da Madrugada” (Carlos Pinto/ Torquato Neto) e “Um Bom Filme” (Gui Amabis). Apenas essas. Pararam. Engavetaram o álbum. E só voltaram a trabalhar nele três anos depois.

O motivo prático da pausa foi esse: Marcia precisava entregar logo um disco, já tinha ensaiado um repertório ótimo que apresentava nos shows e ainda não havia sido registrado e quis fazê-lo antes de seguir adiante. Nasceu então o segundo álbum dela, “De Pés no Chão” (2012), com canções bem garimpadas nos baús de Rita Lee, Otto, Jorge Mautner, Novos Baianos e outros compositores brasileiros, além de algumas faixas inéditas – exatamente como havia acontecido em “Pecadinho” (2007), seu trabalho de estreia.

Mas houve outra razão, mais profunda, para o intervalo de três anos que separa a primeira e a segunda fase de criação de “Das Coisas que Surgem”. Em 2010, Marcia ainda não estava pronta para caminhar com segurança pela linguagem intimista proposta por Amabis. Desde o começo da carreira, a cantora melhor se resolvera emoldurada por uma estética “para fora”, em que a mensagem, quase sempre rica em ironia, era discursiva, vinha através do texto.

Amabis deslocou esse discurso para a forma. Até mais do que as palavras, são os sons e os silêncios que constroem a carga dramática do novo álbum. E isso só foi possível porque, em 2013, com a relação entre cantora e produtor amadurecida, Marcia pôde se entender naquele novo universo. E com clareza tanta que foi capaz de se colocar (e de se expor) como nunca havia feito antes, ao ponto de escrever ela mesma quase metade do repertório do disco.

As cinco canções assinadas por Marcia Castro em “Das Coisas que Surgem” têm letras do poeta Arruda – conhecido por parcerias com artistas como Alzira Espíndola e Gustavo Galo, entre outros. O processo de criação dos dois partiu sempre de conversas casuais. Arruda tinha o hábito de me mandar e-mails depois dos encontros. Eram e-mails-poemas, com métrica musical bem delineada. Na maior parte das vezes, Marcia trabalhou sobre essas mensagens.

O primeiro desses e-mails a ganhar música foi “O Amor Tem Dessas”. Tudo começou depois de uma conversa sobre um tema tão banal quanto inevitável: o amor – que, aliás, permeia quase todo o disco. O que nasceu para se tornar um ijexá acabou se transformando, depois das interferências de Amabis, em um gênero híbrido, que concilia bolero e dub, arrocha e jazz.

Também foi assim que aconteceu com “Beijos de Ar”, expressão de despedida que Arruda sempre usava nas trocas de e-mails. Depois de musicar um desses e-mails, juntar com outro que parecia continuação do mesmo assunto, estava pronta a primeira parte da música. O resto surgiu depois, a partir de conversas complementares. Gui Amabis construiu um arranjo com samples de cordas que traz a dimensão de uma grande saudade, tema da canção.

“O que me Move” também surgiu das mensagens de Arruda. Marcia criou uma pasta onde guardava os diálogos virtuais com o parceiro e encontrou por lá esse poema. A ideia de que “o que nos move é o que nos falta” incendiou a imaginação da cantora. Ela decidiu defender a teoria que algo que nos falta pode ser motor para uma transformação. “Falta” pode ser mais vida do que morte.

“Atalhos” e “Sem Mistério” vieram de outra maneira. Marcia criou tudo junto: melodia, harmonia e letras. Arruda acrescentou versos nas partes C de cada uma delas.

“Atalhos” foi a primeira composição de Marcia para o disco e partiu da palavra “intensidade” estampada em uma almofada. É, segundo a autora, uma letra de amor intenso feita para um amor intenso – e ao mesmo tempo com a leveza necessária para ser gostoso. Amabis deu um toque de reggae à gravação.

“Sem Mistério”, Marcia afirma, trata da necessidade de sermos completamente diferentes do outro para que a vida a dois tenha uma dinâmica cheia de variações, de novidades, fugindo da monotonia assassina. Para a compositora, a maioria das pessoas busca os iguais por uma dificuldade imensa de se relacionar com tudo que pareça diferente do nosso micromundo. Ela quer fugir dessa lógica vigente e diz que só pode entender o mundo e fazer arte por tudo que é diferente do seu universo. No mais, é fim da espécie. Para tratar do tema, Amabis preparou um arranjo roqueiro e mais pesado.

O próprio Gui Amabis compôs três canções para o disco. “Um Bom Filme” inaugurou a série, ainda na primeira fase de produção, em 2010. A bateria dela foi na verdade pensada para uma outra canção, que acabou sendo descartada. Não queriam perder tudo que haviam gravado e decidiram experimentá-la como base dessa música. Encaixou perfeitamente. Convidaram Jaques Morelenbaum para gravar o cello. Marcia conta que essa é a música mais autobiográfica do disco, que revela esse novo momento, esse espaço que ela permitiu e criou para que outros universos sonoros fossem incorporados a sua própria música, com toda paz, tranquilidade, intensidade e riscos que esses momentos de mudanças sugerem.

“Esculacho”, também de Amabis, arrebatou a intérprete logo na primeira audição. Para ela, os versos simples e certeiros chegam fundo nos sentimentos de desencontro e separação. A música, que já funcionava com acompanhamento simples de violão, seguiu por esse caminho enxuto, com poucos elementos soando, assegurando assim que a força daquelas palavras não se perdesse.

Parceria de Amabis com Lucas Santtana, “Partículas de Amor” foi escrita especialmente para esse disco. O arranjo evidencia a natureza solar dos versos, com um papel preponderante da guitarra de Juninho Costa no swing da base, revelando a música mais baiana de “Das Coisas que Surgem”. Fã do trabalho de Lucas, Marcia pôde ter no álbum alguém que, como ela, apresentasse outro viés da Bahia musical contemporânea, tão diferente dos clichês de mercado.

“Mau Caminho” tem música de Arnaldo Antunes e letra de Alice Ruiz. Marcia queria a presença dessa dupla do novo trabalho – sobretudo pelo universo urbano e concreto tão característico da obra do ex-titã, já que também era esse o caminho que se apontava para o disco que ela própria estava construindo.

Também aprontadas em 2010, “Três da Madrugada” e “Na Menina dos meus Olhos” são as outras duas canções não autorais do álbum. A primeira é um poema de Torquato Neto que ganhou música de Carlos Pinto e foi lançado por Gal Costa em um compacto de 1973, encartado no clássico livro “Os Últimos Dias de Paupéria”. A solidão que transborda do poema era então vivenciada por Marcia Castro em seus tempos iniciais de São Paulo, cidade para onde ela havia se mudado dois anos antes e na qual vive até hoje.

Primeira faixa produzida para “Das Coisas que Surgem”, “Na Menina dos meus Olhos” foi também o single que apresentou o álbum ao mundo, assim que foi disponibilizado para download gratuito no site do Natura Musical. Trata-se de uma música do carioca Monsueto Menezes (1924 – 1973) com versos acrescentados pela brasiliense Flora Matos. A faixa se transformou em um ska e ganhou participação vocal da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade.

Parece evidente, “Das Coisas que Surgem” é fruto não só de um processo de amadurecimento, mas também de mergulhos profundos no passado. Marcia abriu de novo uma porta que estava fechada desde seu primeiro show, quando tinha 18 anos. Ainda morava na Bahia e tinha coragem de mostrar em cena as canções que escrevia. Aquelas nunca foram gravadas e seguem como inéditas, por ora. Talvez se juntem às ainda mais novas que, agora, não param de entrar pela porta recém- aberta. É isso. Quebrou, não tem mais jeito.

Texto:  Marcus Preto

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A dois dará (2014 – A dois dará)

_ArteO projeto tem como objetivo registrar músicas inéditas, parcerias de ao menos dois compositores, bem como gravar os seus clipes.

No dia 16/10/2014 foram disponibilizadas as primeiras nove músicas do projeto, que possuem harmonias, melodias e palavras compostas por Eric Magalhães, Neila Kadhí, Camilo Aggio, Duda dos Anjos, Dimazz e Paulo Mutti.

Entre os músicos, Neila Kadhí e Camilo Aggio, duas vozes promissoras da nova música popular brasileira, além de instrumentistas extraordinários, como o violonista e guitarrista Paulo Mutti e o gaitista Luiz Rocha.

As parcerias entre compositores com formações e experiências musicais distintas proporcionaram músicas que transitam entre diversos gêneros populares, como o samba, a marchinha, o pop e o rock and roll, o que provoca movimento na sua audição e, também, reflexão, já que as músicas abordam temas universais, como a solidão, o preconceito e o amor.

Tudo registrado em Salvador, na Bahia, de forma independente.

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Sambatrônica (2014 – Copa & Cabana)

Sambatrônica Copa&Cabana
Música e futebol-arte, Copa do Mundo no Brasil, na cobertura do AP em Copacabana, a Copa na TV, na cabana senzala do preto velho, batuque, samba.

O produtor baiano André t e o DJ Mauro Telefunksoul assinam as bases eletrônicas. O repertório foi gravado em São Paulo e Salvador. O projeto tem a produção musical de Jonga Lima que faz a direção musical ao lado de Ricardo Marques. O disco foi mixado por Alfredo Martins, masterizado por Caji e tem a participação especial das cantoras Marcela Bellas e Amora Lima e do Mc Morcegão. Uma produção independente da Macaco Beleza, com supervisão artística de Helson Hart.

A musicalidade destilada em nove anos de alquimia poético-sonora encontra agora versos com fome de bola, gramado, estádio, torcida gritando gol: Copa e Cabana é um projeto de show e disco temáticos sobre o futebol-arte.

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Marcela Bellas (2013 – Chega de Chorar de Amor)

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Muita coisa mudou em relação ao primeiro disco, Será que Caetano Vai Gostar?, de 2009. O som trip rock, urbano, com letras que guardavam pequenas contestações, cedeu espaço para Marcela assumir de vez seu romantismo.

“Eu sou uma cantora romântica, como Roberto (Carlos)”, afirma, ao lembrar da sua brincadeira de criança, quando dizia que queria seguir os passos do cantor na música.

Para ela, o novo CD é uma resposta apurada que define bem sua “onda sonora”. “O Será é um disco de uma compositora que está começando. Então procurei buscar vários lados”, avalia. “Já no novo álbum, o conceito vai do reggae, música pop, Olodum até Beatles, mas é um disco praiano. O meu som é praia”.

Bellas considera todo o desenvolvimento do disco um “trabalho de banda”, já que os músicos Ricardo Hardmann (baterista), Gabriel Dominguez (guitarrista), Larriri Vasconcelos (baixista) e Tadeu Mascarenhas (tecladista), que também acompanham a cantora no palco, participaram e opinaram durante todo o processo de concepção. A produção, contudo, é assinada exclusivamente por ela.
Nas referências, Bellas não deixa de citar João Gilberto, com quem aprendeu a aproveitar o canto amplificado para diminuir a voz, o reverenciado Caetano Veloso, os Novos Baianos e o não menos venerado Glauber Rocha.

A influência do cineasta se expressa nas imagens que a artista constrói em suas narrativas, como letrista. “Minha música tem uma imagem claríssima. Isso o meu público infantil pode dizer”, afirma.
A compositora ainda investiu na criativa missão de retratar figuras baianas nas canções do novo álbum. Não por acaso,  quatro personagens estão espalhados pelas faixas do disco, como Brau (o Brasileiro Universal), Ana Maria (a piriguete), Lucy (a piriguete romântica) e Bira (o dono do bar).

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Kalu (2013 – Amaralina)

Kalu_Amaralina_FRENTE CAPA

Kalu é cantor, compositor, instrumentista, poeta e inquieto. Aprendeu a tocar violão aos 09 anos e, desde os 13, une as palavras em verso. Hoje, aos 27 anos, é uma das vozes mais atuantes na cena independente de Salvador e carrega na bagagem apresentações pelos palcos da Bahia e do Brasil.

Dos seus acordes e melodias transbordam as suas influências: a MPB de Gil e Lenine, o protesto e as odes ao amor de Bob Marley e dos músicos jamaicanos e até o rock n´roll criativo dos Mutantes. Filho de Salvador, Kalu ainda adiciona a essa mistura inusitada elementos do samba, do ijexá dos afoxés e de uma baianidade menos óbvia e mais próxima à realidade das ruas.

Sua voz canta a poesia crítica e inventiva que se tornou sua marca registrada. A vida nas grandes cidades, o movimento das marés e as obviedades do amor, nada escapa e tudo se poetiza. Com bom humor, sua música propõe uma forma própria de ver a vida: vamos Kaluniar o mundo!

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