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Kaya na Real (2017- Sinta Outra Realidade)

A palavra kaya, de origem budista, significa corpo ou manifestação. O nome Kaya Na Real sugere que o público aguce o senso crítico e conviva melhor consigo e com o meio em que está inserido. A banda, que surgiu em 1994, foi uma das pioneiras do reggae pernambucano. Na época, alcançou excelente projeção com a realização de shows, chegando a gravar quatro demo tapes.

Entre a metade dos anos 90 até 2006, abriu shows para ícones do reggae nacional e internacional que passaram pelo Recife, a exemplo de Cidade Negra, Pato Banton, Chico Science & Nação Zumbi, Alpha Blondie, The Wailers, Culture, Tribo de Jah e Jimmy Cliff. Também participou de duas coletâneas nacionais de reggae lançadas pela antiga gravadora Paradoxx Music (SP) e de importantes festivais realizados no Nordeste – é o caso do Rec Beat (PE), PE no Rock (PE) e o Mada (RN), além de ter tocado em cidades brasileiras no eixo Rio-São Paulo.

Agora, vinte anos depois, a Kaya Na Real está de volta. O núcleo da formação original ganhou estradas enquanto esteve em outras experiências musicais – Alexandre MMR (guitarra e voz), produziu músicas autorais e trabalhou como como dj; Kiko Meira (bateria) e Rob Meira (baixo) foram tocar na banda Eddie, onde estão até hoje. E nesse retorno à cena, trazem sangue novo e essências que só somam.

As influências artísticas continuam sendo um diferencial da banda. Lee Perry, Jorge Ben, Fela Kuti e Specials, sonoridades do punk dos anos 70 e 80, como The Clash, “pegadas” de Sly & Robbie do Black Uhuru e até uma dose de rock´n’roll com guitarras distorcidas e nuances psicodélicas, presentes no estilo dub jamaicano.

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Lula Côrtes (Discografia)

Luiz Augusto Martins Côrtes (Recife, 9 de maio de 1949 — Recife, 26 de março de 2011), mais conhecido como Lula Côrtes foi um cantor, compositor, pintor e poeta brasileiro.

Foi um dos primeiros a fundir ritmos regionais nordestinos com o rock and roll, juntamente com Zé Ramalho e outros artistas.

Em dupla com Lailson, lançou no início de 1973 o álbum Satwa, o primeiro disco independente da música brasileira moderna, com a participação de músicos que depois ficariam consagrados, como Robertinho de Recife. O álbum chegou a ser relançado na década de 2000 nos Estados Unidos pela gravadora Time-Lag Records.

Em 1975, lança o raro e cultuado álbum Paêbirú em dupla com Zé Ramalho. Quase todas as cópias do álbum foram destruídas em uma inundação, tornando-o muito difícil de ser encontrado. O álbum foi relançado em 2005 pela gravadora alemã Shadoks Music, e em 2008 na Inglaterra pelo selo Mr. Bongo.

Em 1976 fez parte da banda de Alceu Valença.  Após isso, gravou alguns álbuns solo pela gravadora Rozenblit que nunca foram lançados. Entre eles está Rosa de Sangue, que em 2009 foi finalmente lançado pela gravadora estadunidense Time-Lag Records. Em 1980 finalmente teve um álbum solo lançado, chamado O Gosto Novo da Vida, pela gravadora Ariola.

Durante a década de 1980, a maioria de seus trabalhos foram produzidos com a banda Má Companhia. Côrtes também não deixou de fazer algumas colaborações com Zé Ramalho em outros álbuns, incluindo o álbum de estreia do cantor de 1978, Zé Ramalho, o De Gosto de Água e de Amigos de 1985 e o Cidades e Lendas de 1996.

Também publicou livros de poesia.

Na madrugada do dia 26 de março de 2011, Lula Côrtes faleceu aos 61 anos, vítima de um câncer na garganta, no Hospital Barão de Lucena em Recife.

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Sambê (2015 – Baile Pernambucano)

Um show sobre a história musical de Pernambuco. Um caldeirão sonoro com arranjos modernos e batidas dançantes que reúne músicas de autores consagrados como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Chico Science entre outros. Os clássicos da música pernambucana foram revisitados e ganharam versões arrojadas com influências latinas e africanas envolvidas por uma atmosfera tropical e cosmopolita. Idealizado pelo cantor e compositor Sambê, que comemora 10 anos de carreira, o Baile Pernambucano é uma celebração sob os diversos ritmos e cores desta cultura. Um lugar de encontros sonoros do passado e do futuro. O álbum foi produzido e dirigido por Sambê em Recife, e conta com as participações especiais de Maciel Melo e Silvério Pessoa.

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Barro (2016 – Miocárdio)

O primeiro álbum solo de Barro é uma boa surpresa para a música brasileira. A estética empregada mostra uma elegância pouco vista. Um jogo linguístico se instala nas canções. As transições entre o português e as línguas (francês, espanhol, inglês e italiano) que inundam o disco, é um dos pontos. O que mais chama a atenção é como o sotaque pernambucano é uma parte essencial dentro desse trabalho, como se não pudesse ter vindo de outro lugar. Não só pela valorização e beleza. Em “Poliamor” isso fica claro. Quando ouvimos a estrofe final vemos como a diferença entre “Pode a vida” e “Poliamor” é tênue. Não só na língua, ou no sotaque, mas na vida.

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Flaira (2015 – Cordões Umbilicais)

artworks-000092694073-mkk9jl-t500x500É o álbum de estreia da artista FLAIRA que tem carreira consolidada como bailarina e atriz.

“Somos tantos mundos dentro de outros mundos mais e estamos ligados por cordões umbilicais” é um trecho da canção Cordões Umbilicais que dá nome ao disco autoral e traduz a motivação do projeto: conduzir a vida cuidando das relações humanas com amor. As canções refletem sobre os vínculos que possibilitam a comunicação entre as pessoas, unindo-as nas descobertas e nas diferenças.

Gravado entre 2013 e 2014, Cordões Umbilicais é um trabalho fortemente influenciado pelos ritmos brasileiros através de arranjos inspirados em matrizes como frevo, batuque paulista, caboclinho perré, samba, cavalo-marinho e maracatu rural. Longe de objetivar reproduzir tais ritmos em seus contextos originais, a sonoridade resulta da transformação e da reelaboração deles em diálogo com elementos das músicas pop, eletrônica e erudita.

Com participação especial do maestro Spok e do pandeirista Léo Rodrigues, o disco conta com arranjos e direção musical de Leonardo Gorosito e Alencar Martins e foi lançando em janeiro de 2015, no Teatro de Santa Isabel, Recife.

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