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Rincon Sapiência (2017 – Galanga Livre)

Com a originalidade de suas composições, marcadas por influências das músicas africana, eletrônica, jamaicana e vertentes do rock, desde o ano 2000, o artista traduz em versos inteligentes e sagazes as experiências vividas nas ruas da periferia paulistana desde os anos 80. Abordando questões raciais e sociais no contexto da metrópole, Rincon Sapiência apresenta um rap com clima de positividade, sem prejuízo à postura crítica do discurso, resultado da sua notável fome de rima aliada à sua habilidade nata de jogar com as palavras. Versátil, ele também atua como beatmaker em seus próprios trabalhos.

A universalidade da música e dos temas abordados pelo repertório de Rincon favorecem o seu trânsito em outros círculos que não sejam necessariamente periféricos. Sua forte identidade artística, reforçada por um estilo original, também está presente nos clipes “Elegância”, “Transporte Público”, “Linhas de Soco”, “Profissão Perigo” e “Coisas de Brasil”. Como ator, Rincon contracenou com o ator Wagner Moura no filme “A Busca”, dirigido por Luciano Moura, seguida da participação no filme “Jonas”, dirigido por Lô Polliti, do qual também participaram os rappers Criolo e Karol Conka.

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Grooverdose (2016 – Frenquencies)

Natural de São Paulo a banda instrumental Grooverdose possui dois albums independentes lançados, Radio Groove (2012) e Frequencies (2015). Frequências são tema do mais recente lançamento, que tem em seu DNA a diversidade e colaboração entre diferentes culturas, assim conta com participações de artistas de diversos cantos do mundo como Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Guadalupe, Argélia, Haiti, Noruega, Japão, Australia e Uruguay.

Com mais de 7 anos em andamento, o projeto está em constante evolução porem sem perder sua raiz, o Groove. Assim como nos discos, ao vivo o Grooverdose apresenta-se de uma maneira organica, com muito espaço para improvisos e convidados.

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Mano Brown (2016 – Boogie Naipe)

Um possível ponto de partida para entender Boogie naipe, investida solo de Mano Brown lançada na semana passada, é revisitar Cores & valores, o álbum de 2014 dos Racionais MC’s. Naquele disco, o líder do principal grupo de rap do país já nos brindava com uma letra romântica na qual pedia: “Baby, me dê a mão e confia em mim, eu/ Quero te mostrar um mundo novo, só meu/ Peço discrição por mais de mil motivos/ Não por nada, um pouco possessivo, perdão”.

Dois anos depois, versos de Eu te proponho voltam em Felizes, a última faixa de Boogie naipe. No centro do novo mundo de Brown está a temática do amor, traduzido numa pegada funk, soul e R&B. “Não é um disco de world music, um monte de coisa misturada. Uso uma mistura que já existiu e crio uma química nova”, diz o artista no material de divulgação de seu mais recente álbum. “Você pega a coisa do soul, com alguma coisa de outra época e alguma coisa de agora e faz uma outra música nova. Como quase tudo que existe hoje, é uma mistura com alguma coisa que já existiu”.

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Itamar Assumpção Discografia (1980 – 2010)

Itamar de Assumpção nasceu em Tietê (interior de São Paulo) no dia 13 de setembro de 1949. Bisneto de escravos angolanos, cresceu ouvindo os batuques do terreiro de candomblé no quintal de sua casa. Cresceu em Arapongas, no Paraná, onde se mudou aos 12 anos. Chegou a cursar até o segundo ano de Contabilidade, mas abandonou a faculdade para fazer teatro e shows em Londrina. Aprendeu a tocar violão sozinho e, ouvindo Jimi Hendrix e arranjos de baixo e bateria, apaixonou-se pelo baixo. Mudou-se para São Paulo em 1973 para se dedicar à música.

Vanguarda Paulista

Itamar Assumpção foi um dos grandes nomes e contribuidores da cena alternativa que dominou São Paulo nos anos 70-80 do século XX, movimento que convencionou-se chamar de Vanguarda Paulista. A Vanguarda Paulista reuniu artistas que decidiram romper o controle das gravadoras sobre a produção e lançamento de novos talentos nos anos finais da Época das Trevas Modernas – anos anteriores a Internet. Os representantes desse movimento eram artistas que produziam e lançavam seus trabalhos independentemente das grandes gravadoras, eram os – hoje pecas de museu – LPs. Criavam suas próprias micro-empresas e gerenciavam a si mesmos. Itamar Assumpção era nome frequente na lista de shows doTeatro Lira Paulistana em Pinheiros, palco que foi denominador comum a todos os membros da Vanguarda Paulista – todos os representantes do movimento invariavelmente por ali passaram.

Itamar, ao lado de Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Premê (Premeditando o Breque), dos Pracianos (Dari Luzio, Pedro Lua, Paulo Barroso, Le Dantas & Cordeiro e outros), marcou sua obra basicamente por não ter tido interferência dos burocratas das gravadoras, o que fez com que sua obra fosse tida por tais gerentes e críticos de cultura rasa, como “difícil”. Esses artistas, pela rebeldia, ousadia e audácia ganharam a alcunha de “Malditos”. Itamar detestava tal rotulo e retrucava. A polemica era outra área na qual dava-se bem, talentoso que era com as palavras não só no âmbito poético. O duelo verbal lhe apetecia como forma honesta de defender a integridade do artista assim como – ao observador atento assim parecia – dava-lhe prazer triturar argumentos dos que com cultura limitada tentavam dirigir o processo de criação do artista. Em uma de suas tiradas mais famosas disse: “Se tivesse que ouvir conselho, pediria ao Hermeto Pascoal…” ou então: “Eu sou artista popular!”, bradava indignado.

Entre suas canções mais conhecidas estão Fico LoucoParece que bebeBeijo na BocaSutilMilágrimasVida de ArtistaDor Elegante e Estropício.

Conhecido como “maldito da MPB”[2], o músico misturou samba com rock e funk, entre outros ritmos estrangeiros, em letras impregnadas de sátira e crítica social. Foi influenciado pelos trabalhos de músicos de variados gêneros, como Adoniran Barbosa, Cartola, Jimi Hendrix e Miles Davis, além de poetas como Paulo Leminski e Alice Ruiz.

Seus três primeiros LPs, (Beleléu, Leléu, Eu, 1980 lançado pelo selo Lira PaulistanaAs Próprias Custas S.A., 1983; Sampa Midnight, 1986), foram relançados em CD pela Baratos Afins em 1994. Seu único LP produzido por uma grande gravadora e da Continental, intituladoIntercontinental! Quem diria! Era só o que faltava…, de 1988. Todos com a Banda Isca de Polícia.

Em 1994 lançou a série Bicho de Sete Cabeças (três LPs também na forma de dois CDs), acompanhado pela banda Orquídeas do Brasil. Em 1995 lançou um CD com músicas de Ataulfo Alves , novamente com a Isca de Polícia, que foi premiado como melhor do ano pela APCA.

Entre composições suas que fizeram sucesso com outros interpretes estão Nego Dito, com o sambista Branca de Neve, Já deu pra sentir e Aprendiz de Feiticeiro, com Cássia Eller, Código de Acesso e Vi, não vivi, de Zélia Duncan.

Faleceu em 2003, de câncer de intestino.

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Bixiga 70 (2015 – III)

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Cinco anos depois de sua formação em São Paulo, a big band dançante Bixiga 70 viaja mais longe para se encontrar mais em casa em seu terceiro disco. Mala adesivada, desenhando os próprios mapas, o tenteto explora, escuta, cria, se reinventa a cada disco, a cada música, a cada show, dentro da inconfundível linguagem própria desenvolvida e conquistada em sua história, carregados de energia e sinergia. Expressões individuais e o todo maior que a soma das partes.

Dez músicos em suas identidades pessoais, dentro de um coletivo que engloba jazz, funk e música afrobrasileira, a partir de uma gama de fortes influências que passa por dub e reggae, cumbia e carimbó, ethio-jazz e samba-jazz. Empolgante máquina de ritmo, construindo-se em frases e solos, harmonias e dinâmicas, claves e improvisos. Altamente dançante, entre senso de humor e pensamentos políticos, o som da unidade formada por dez elementos é música instrumental, mas profundamente eloquente.

No terceiro disco do Bixiga 70, novamente produzido pela própria banda (novamente com mixagem de Victor Rice), todas as composições surgem assinadas e arranjadas por todos. Não é mero detalhe de ficha técnica: o processo de criação é descentralizado e o entendimento é a importância de cada um presente. O nome do álbum, assim como nos dois anteriores, é simplesmente “Bixiga 70”. Não-título, senso de continuidade: não é uma criação a cada ponto, mas uma linha constante de criação e evolução – conceitual, artística, musical, espiritual, pessoal.

Um intenso laboratório conjunto gerou as músicas e a gravação ao vivo em estúdio do disco, criação coletiva filtrando as melhores possibilidades, equilibrando as referências mais recentes e mais antigas de cada um e vivendo cada uma das diversas influências e individualidades.

Não passaram impunes as apresentações em lugares como França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, EUA, Marrocos, além de Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Rio Grande do Sul – pra não citar as próprias ruas do Bixiga. Ao longo das nove faixas do álbum, fundem-se estilos e nascem sincretismos autorais em forma de afrofunk moderno, cumbia marroquina, spiritual jazz, adaptações de pontos de terreiro, blaxploitation cubano, movimento Black Rio em SP, dub árabe, tambores malinké com guitarra angolana e banda de pífano.

Se hoje há uma cena nacional instrumental e dançante, autoral e criativa, múltipla de gêneros e autosuficiente, o Bixiga 70 é influência e influenciado, desbravando as rotas à sua frente. Sem se preocupar com os caminhos estabelecidos, a banda trilha os percursos em que naturalmente cabem, encontrando espaços vazios clamando por ser ocupados. Acompanhando tudo, uma legião, divertindo-se junto embaixo e em cima do palco.

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Grupo Pindureta (2014 – Fagulha)

CapaO Grupo Pindureta teve sua estréia oficial em Outubro de 2012, surgindo da união de jovens amigos da cidade de Franca, interior de São Paulo. Em seu primeiro contato profissional com o universo do Samba, os jovens procuram inovar o cenário musical da cidade, sem perder os laços com as raízes do samba tradicional, além de dar um tempero de cada membro.
O grupo aposta na união e no repertório inovador como os diferenciais de uma banda que busca o crescimento a cada dia.

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Elo da Corrente (2014 – Cruz)

Caio, PG e Pitzan viajam pelos caminhos da cruz e da mente humana – martírio, redenção, transcendência – na criação de seu novo álbum.

O ponto de partida: instrumentais com base em suas profundas pesquisas, sobretudo na música com raízes afro-brasileiras das décadas de 40 a 70.

A jornada: para enriquecer cada uma das dez composições, participações mais que especiais de Marcelo Munari, Dj Mako, Lucio Maia, Rogério Martins, Mauricio Takara, Marcos Gerez, Guilherme Granado, Décio 7, Rodrigo Brandão,Tiago Frúgoli, Thiago França, Rian Batista, Zé Nigro, Marcelo Cabral, Ricardo Verocai, Gustavo da Lua, Daniel Verano, as cantoras Célia e Marcia Castro, Danilo Caymmi e Arthur Verocai, que fez arranjos em duas canções e regeu uma orquestra de 10 músicos.

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Tassia Reis (2014 – EP)

tassia-reis-epTássia dos Reis Santos, mais conhecida como Tássia Reis, é natural de Jacareí e despertou ainda jovem seu gosto pelas artes, iniciando os primeiros passos num projeto de dança em sua cidade natal. Com uma doce e inconfundível voz, vem mostrando seu talento desde 2011 com participações em diversos trabalhos ao lado de cantores conhecidos principalmente no rap nacional como: Marcelo D2, Rashid, AXL, o grupo Mental Abstrato e foi backing vocal da cantora Clawdia Ejara. Em 2013, deu início a sua carreira solo, lançou o videoclipe da música ‘Meu Rapjazz’, que obteve uma ótima aceitação do público e de profissionais do ramo, dando mais visibilidade ao seu trabalho. Foi convidada pelo fotógrafo Rafael Kent a participar do projeto Studio62, um registro intimista de uma das mais novas composições, a música “Bêbada de Feriado”. Além foi recentemente convidada para abrir a turnê em comemoração de 25 anos do grupo Racionais Mc’s.
Acaba de lançar seu primeiro trabalho intitulado “Tássia Reis” , um EP de 7 faixas que revelam versatilidade e bom gosto, sendo aclamado pela mídia especializada, conquistando ainda mais seu público, e disseminando a novos ouvintes .

Sobre o EP
“Busco mostrar em diversas situações, as minhas angústias, as minhas insatisfações e críticas, ora sarcásticas, ora mais sóbrias, sobre a sociedade e também sobre as relações interpessoais. Com o intuito de evidenciar meus desejos, esperanças amorosas e mensagens positivas, me expresso resgatando do íntimo dos meus pensamentos a tradução para essas canções. Este projeto traz a minha pluralidade, forte influência do R&B, Jazz, MPB, da música negra como um todo, que será apresentado ao lado do DJ Dedé e de minha fiel backing vocal Lívia Mafrika”.

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